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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Van da UPS!

     E, na volta ao aeroporto de Dusseldorf, olha só o que eu encontrei!

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     Produto final do meu trabalho! É a vanzinha marrom da UPS entregando no mundo inteiro! É nui!

Trabalho ou ja de ferias???

Foi essa a pergunta que eu me fiz quando estava saindo de viagem, na segunda-feira de manha. Seria uma so semana, um so projeto, num pais diferente, hotel pago, refeicoes pagas, carro alugado, e tudo isso as vesperas do inicio do mochilao que perduraria ate o retorno ao Brasil.
Eindhoven e uma cidade bem calma. E ate dificil acreditar que se trata de uma das maiores cidades da Holanda, ja que o clima e de uma cidade bem pequena mesmo. Pouca gente nas ruas, pouco a se fazer apos o horario de trabalho, pouca coisa acontecendo em geral... Mas mesmo assim, com carro (um Nissan super poderoso), hotel e comida a vontade, a gente encontra um jeito de aproveitar bem!
Durante esses cinco dias, minha rotina se resumiu em ir ao trabalho, jantar bem com os colegas, tomar uma cervejinha num pub qualquer, voltar ao hotel, tomar um banho de piscina e ler um livro no quarto. Rotina tranquila, e bem relaxante!
Pude conhecer algumas cozinhas novas, como a indiana e a tailandesa, e gostei muito - apesar de ter quase morrido quando experimentei um molho apimentado indiano, que me deixou ate sem folego! Bom, de qualquer forma e melhor comecar a acostumar, ja que tres semanas na India me esperam no final de junho.
No trabalho, sendo minha ultima semana, meu ultimo projeto, e trabalhando com um time novo, dei o maximo de mim, afinal de contas, e importante deixar uma boa impressao. Fiz novos amigos e novos contatos, e, no caso de eu realmente voltar em Dezembro, ja preparei o terreno para construir uma boa rede de relacionamentos.
E, finalmente, na tarde de sexta-feira, voltei a Dusseldorf para pegar meu aviao para Zurique, onde faria conexao para Berlim. Era o inicio da aventura. Mochila nas costas e o coracao a mil por hora. Sentimento bom que e sair de viagem!
E a viagem promete!!!

domingo, 30 de março de 2008

Mais sobre o trabalho...

     Após contar um pouco do que é a UPS, vou explicar então agora o que eu faço exatamente na empresa.

     Como disse, a UPS SCS faz a distribuição de produtos acabados da empresa ao consumidor final. Só existe um porém nessa história. Para distribuir rapidamente o produto precisa estar disponível a priori, e para que esteja sempre disponível, é necessário armazenar toneladas e toneladas de produtos em um Centro de Distribuição. Assim como o transporte, há alguns anos atrás, cada empresa possuía seu próprio armazém para os produtos. Mas, com o serviço terceirizado da UPS, houve também a oportunidade de centralizar o armazenamento, de modo que todas as empresas estocassem seus produtos em um só armazém, facilitando assim a distribuição. Temos então um Centro de Distribuição Central, na Holanda, onde dezenas de empresas armazenam seus produtos acabados, e onde a UPS retira-os para distribuição sempre que há uma chamada. Tudo sob o nome de UPS.

     A inovação proporcionada foi absurda, e o sucesso foi estrondoso. Aos poucos, outras empresas na Europa começaram a oferecer serviços similares, e a promover concorrência. Mas a UPS veio denovo com mais uma super-novidade, oferecendo aos seus clientes um sistema de pós-vendas, e logo logo distanciou na frente denovo.

     Post-Sales, ou SPL (Spare Parts Logistics) é o ramo da empresa onde eu trabalho. Basicamente, o que fazemos é o seguinte: você compra um laptop Dell, o laptop é retirado do Centro de Distribuição da UPS e entregue na sua casa por um caminhão também da UPS. Até aí tudo ok. Você usa seu laptop todos os dias, se diverte, e tal e tal. Mas, eventualmente, um dia seu laptop quebra, dá pau. E nada que você tenta fazer consegue trazê-lo de volta à vida. É aqui que nós entramos em ação.

     Você liga para o suporte da Dell, fala com o técnico da Dell, que tenta de pedir pra reiniciar o computador, para dar CTRL+ALT+DEL, para iniciar em Modo de Segurança, e blá blá blá, todas essas coisas óbvias que você já havia tentado. Nada resolve. Aí ele fala: "o problema é com a placa mãe, vamos ter que trocá-la". O técnico da Dell entra então em contato com o Business Support Center da UPS, solicita uma placa-mãe, e pede que seja entregue na casa do cliente, juntamente com um técnico capacitado para fazer a troca do componente.

     Acontece que durante esse tempo o cliente não tem laptop, apesar de ter pagado para ter laptop 24h por dia. E a situação é ainda mais crítica se o produto não for um laptop, e sim uma máquina de xerox numa copiadora. Ou, pior ainda, se for uma máquina de hemodiálise num hospital. Já pensou? É por isso que esse serviço de substituição de componentes e reparos técnicos deve sempre ser feito em tempo recorde. Só para vocês terem uma idéia, atualmente a UPS consegue cobrir mais de 90% dos pedidos feitos dentro da Europa Ocidental em menos de 4 horas. Só 10% dos reparos leva mais de 4 horas.

     Mas como tudo é feito tão rapidamente? Simples. Espalhado poor toda a Europa (e África e Oriente Médio) existem armazéns menores, contendo somente peças importantes de substituição. Esses armazéns menores são chamados de FSL. E, além disso, em cada país existem dezenas e dezenas de PUDO (Pick-up Drop-off Location), que na maioria das vezes são escritórios normais de empresas, abertos 24 horas por dia, que possuem um contrato com a UPS que podem receber itens e armazená-los, desde que seja por um período curto. Dessa forma, sempre que necessário, um carro da UPS (ou às vezes até mesmo um táxi), vai ao FSL, pega a peça a substituir, pega o técnico de sobre-aviso, leva ambos à casa/escritório/loja/hospital do cliente, faz o que tem que ser feito, pega a parte danificada, e deixa no PUDO. No dia seguinte, alguém da UPS pega o item no PUDO e leva de volta ao FSL. Em algumas situações, o táxi pode até mesmo pegar a parte no FSL e levar ao PUDO, deixando lá para o próprio cliente ir buscar. Além disso, o FSL é sempre "recarregado" com itens a partir do Centro de Distribuição Central, o mesmo que eu descrevi anteriormente, e o PUDO é sempre "descarregado" com os itens danificados que são devolvidos, e levados para o Centro de Reparo de cada empresa.

     Como otimizar esse processo todo? Basta que tenhamos PUDOs e FSLs localizados de maneira mais estratégica possível, dentro de cada país. As localizações devem ser tais que o espaço disponível esteja sempre ocupado, o número de empresas utilizando-o seja máximo, o custo de administração e pessoal seja mínimo, e a distância percorrida entre FSL-PUDO-Consumidor seja a menor possível. Para isso, é necessário muito estudo e gente boa trabalhando, e as pessoas que fazem isso trabalham do meu lado.

     Outro trabalho do meu departamento é o seguinte. Uma nova empresa quer começar a utilizar esse sistema fenomenal de pós-vendas da UPS. Para isso, ela entra em contato com a UPS, informa onde quer seu Centro de Distribuição, qual o volume que deverá ser transportado mensalmente, onde ficam seus consumidores finais, e quais suas exigências de tempo máximo de entrega dos produtos. Baseando-se nesses dados, o time de Solutions deve formular uma solução ótima para a empresa, dizendo quais os FSLs devem ser usados, e quais os PUDOs devem ser usados, de modo a garantir que o tempo máximo de entrega não seja ultrapassado. As pessoas que fazem isso também trabalham do meu lado, no meu departamento.

     Mas, tudo isso custa um preço, não é? E o time de Solutions, aos dizer qual a solução ótima em termos de quais localidades usar, diz também quanto custa tudo aquilo para a empresa. Mas de onde vem esse preço??? É exatamente aí que eu entro!!!

     O que eu tenho feito na empresa desde Novembro é criar um sistema de precificação desses serviços, baseando-se nos nossos custos. Qualquer preço de quaquer produto no mercado é sempre baseado em seu custo. Num restaurante, por exemplo, a comida é vendida por um preço proporcional ao seu custo, acrescentando uma margem de lucro. Numa loja, a mesma coisa acontece. O vendedor compra o produto e vende por um preço proporcional, acrescentando uma margem de lucro. Na UPS não é diferente.

     Então, para fornecer um preço à empresa, precisamos saber exatamente TODOS os nossos custos extras quando essa empresa passar a utilizar nossos serviços. Por exemplo, precisaremos de mais espaço nos FSLs, o volume nos PUDOs será maior, precisaremos pagar o transporte dos produtos do Centro de Distribuição para o FSL, precisamos pagar o Business Suport Center... Tudo isso tem um custo, e tudo é variável conforme as exigências da empresa. E, baseado nas exigências dessa empresa, preciso calcular o custo da forma mais acurada possível, para que, ao final, o preço seja o mais baixo possível (para ser competitivo no mercado), mas também não seja tão baixo a ponto de não dar lucro (ou do lucro ser muito pequeno).

     Pronto, é isso. Espero que tenha sido claro o bastante, e que todos entendam exatamente o meu trabalho de agora para frente. Posso dizer que estou gostando muito do que estou fazendo, e é bem desafiador também. E gosto de sentir que o projeto tem uma importância extrema na empresa, me faz querer fazer tudo com qualidade para que os resultados sejam perceptíveis. E parece que eles estão bem perceptíveis, já que tenho recebido inúmeros elogios dos gerentes da empresa sobre o meu trabalho. =D

UPS e "a notícia"

     Já fiz um post sobre o meu trabalho, mas pretendo agora explicar um pouco mais sobre o que eu faço específicamente, e contar algumas novidades (não tão novidades assim mais) na empresa que podem ser extremamente importantes para o meu futuro.

     UPS, a maior empresa de distribuição do mundo, compra em 2004 a gigante "Menlo Worldwide Forwarding", e entra assim no mercado de transporte pesado. Abre portas então para prestação de serviços de transporte de produtos acabados para empresas, e o ramo que cuida dessa área é chamado UPS Supply Chain Solutions. Desde então, os dois segmentos seguem como se fossem duas empresas separadas, e até mesmo os escritórios centrais são separados, tornando a UPS SCS o mais independente possível.

     Enquanto a área de atuação da UPS é o transporte particular de cartas e produtos (tipo um correio super otimizado, que faz entregas nacionais ou internacionais, em tempo mínimo, qualidade máxima, permitindo serviços de rastreio via internet e coisas do tipo), a UPS SCS presta serviços a empresas terceiras. É simples. Toda empresa que fabrica produtos precisa revendê-los. O procedimento antigo de revenda era baseado no consumidor se deslocar até a loja da empresa, escolher seu produto, pagar, e levá-lo para casa. Hoje em dia é diferente, o consumidor escolhe e paga o produto pela internet, e recebe o produto em casa.

     Mas quem entrega o produto na casa do consumidor, afinal de contas? Quando esse formato começou a aparecer, quem entregava era a própria empresa. Cada empresa possuia ums serviço de entrega individual, que entregava o produto escolhido na casa do consumidor final. Mas a entrega era extremamente cara e ineficiente. Imagine, por exemplo, um consumidor do Oriente Médio fazendo uma encomenda de um produto de uma empresa inglesa. Pior ainda, imagine que ele é o único consumidor encomendando um produto desta empresa, e a empresa tem um prazo máximo de entrega. Ou seja, vai sair um caminhão da Inglaterra em direção ao Oriente Médio, carregando um só produto, para o pobre do consumidor. Digo pobre porque é provavelmente como ele vai ficar se solicitar um serviço desse tipo.

     Mas aí vem a UPS SCS, com uma solução genial. Afinal de contas, ela tem 100 anos de experiência em transporte de encomendas, sempre com rapidez e qualidade, via terra, mar ou ar. Ela pergunta à empresa: que tal se eu fizer as entregas de seus produtos para você, oferecendo um preço muito mais baixo do que você paga atualmente, e uma qualidade muito maior, de modo que você possa oferecer também ao seu cliente um preço mais baixo na entrega? É claro que é um bom negócio, e é por isso que a UPS SCS cresceu tanto e tão rapidamente.

     O sucesso da SCS foi tremendo. Em 2006, o lucro gerado pela UPS SCS já era tão grande quanto o da UPS, a empresa continuava crescendo num ritmo assustador. Mas havia algo de errado. Tanta independência entre as duas empresas era algo ruim, considerando-se que era extremamente complicado para a UPS SCS utilizar-se dos veículos da UPS. A UPS cobrava da UPS SCS normalmente, como se ela fosse um cliente qualquer (oferecendo um preço bem mais baixo, obviamente), e, além disso, não havia compartilhamento de dados sobre rotas, tempos, etc. Cada empresa possuia suas próprias rotas a seguir, seus próprios veículos, seu próprio escritório central... Tudo separado.

     Em 2007 a empresa fez 100 anos de existência, e, na ocasião da celebração, foi anunciado que UPS SCS e UPS voltariam a ser uma só empresa. Aos poucos, tudo que era então separado passaria a ser junto, e até mesmo a marca UPS Supply Chain Solutions desapareceria com o tempo. Mas, claro, tudo a seu devido tempo.

     Falando de Europa, temos o escritório central da UPS, que coordena toda EMEA (Europa, Oriente Médio e África) localizado em Bruxelas, devido a ótima localizacão da cidade na Europa. Fica exatamente no centro, facilitando transportes de produtos em tempo mínimo. Ao mesmo tempo, temos o escritório central da UPS SCS localizado na Suíça, que é um ótimo país para empresas se instalarem devido aos baixos impostos. Acontece que, desde o anúncio do realinhamento das duas empresas em 2007, a tensão é grande. Todos os trabalhadores dos dois escritórios sabiam que não continuariam separados por muito tempo. Restava saber qual dos dois escritórios se mudaria, e quando.

     A resposta veio em Novembro, do ano passado. Eu só estava na empresa há duas semanas, e não tinha a menor idéia do quão grande era aquela notícia. Todos da empresa se reuniram, e o chefe dos chefes da UPS EMEA veio nos falar que, após muita análise, havia sido decidido que UPS SCS seria realocada no mesmo escritório da UPS, em Bruxelas. O escritório na Suíça seria fechado no final de Maio de 2008, e, até Fevereiro, a todos da empresa seriam ofeceridos novos contratos e oportunidades de emprego na Bélgica. Todos precisariam analisar a proposta e decidir se gostariam ou não de se mudar para Bélgica.

     Lembro do quão feliz fiquei nesse dia, ao mesmo tempo em que todos os outros morriam de tanta tristeza. Na verdade, não tinha a menor idéia do que aconteceria comigo, mas sabia que, na melhor das hipóteses, seria transferido para Bélgica, e conheceria outro país de graça! Na pior das hipóteses, terminaria meu intercâmbio antes, em Maio, ao invés de esperar até o final de Junho, que era o que o meu contrato diria. Qualquer uma das opções era boa, e esse era o motivo de eu estar rindo a toa.

     Minha sorte estava mesmo em alta. Graças ao meu trabalho bem feito durante as primeiras semanas, tinha passado uma ótima impressão para os meus gerentes, e, por isso, pouco tempo depois veio a boa notícia. Descobri que mesmo minha melhor hipótese não era tão boa quando a oferta que eles me fizeram. Fui oferecido me mudar para Bélgica, como todos os outros, mas não como estagiário, e sim como empregado full-time! E, de quebra, ainda receberia um mega-pacote de recompensas para me ajudar na mudança (que para muita gente é algo super complicado, mas para mim era só felicidade!). O pacote incuiria 4 meses de salários extras (!), mudanças, visitas à Bruxelas para procurar moradia, hospegando em hotel, cursos de francês particulares, e muitas outras coisas. Quer mais o que???

     Acontece que mudar com a empresa nessa situação, com tantos benefícios, viria com um preço. Dois anos de débito, durante os quais não poderia sair da empresa a não ser que devolvesse proporcionalmente os benefícios que eu recebesse. E, para mim, nessa fase da minha vida, fazer esse tipo de compromisso é algo extremamente complicado. Expliquei para o meu chefe que não podia dar a resposta tão de imediato, e que queria um tempo para pensar. Passado um tempo, conversamos denovo e conseguimos chegar a um acordo ainda melhor, na minha opinião. Terminaria meu estágio antes do previsto, esse semestre, depois voltaria para o Brasil, faria o meu semestre do ITA, normalmente, para, no final de 2008, voltar novamente para UPS. Mas, dessa vez, direto para Bruxelas, e já com um contrato de emprego full-time. E ainda receberia uma parte do pacote de realocação, para me ajudar com as despesas de mudança! E o melhor de tudo, sem compromisso com a empresa depois de eu me formar!!!

     Não podia esperar nada melhor, estou extremamente satisfeito com tudo. Além de tudo, ainda vou ter um tempo maior para pensar sobre minha vida e meu futuro, e preciso dar a minha resposta somente depois do meio do ano, por volta de Agosto. Até lá, posso viajar, divertir, e pensar muito sobre o que eu quero fazer na minha vida e nos meus próximos anos.

terça-feira, 25 de março de 2008

The Business (?) Trip...

     Como dito anteriormente, ganhei um fim-de-semana grátis na Holanda graças a minha querida UPS. Com o objetivo de fazer uma reunião de negócios, embarquei com o meu time de trabalho na manhã de quarta-feira, dia 12 de Março, para Eindhoven.

     Aconteceria nos dias 12 e 13 uma reunião dos times de Solutions de toda a Europa, de modo a discutir os modos de trabalho de cada time, alinhar os objetivos, e discutir a situação atual da empresa. A reunião foi ótima, serviu para me dar uma melhor noção da empresa, para conhecer muita gente importante, e ainda para me fazer sentir importante e responsável!

     Um ponto realmente legal foi o fato de que os escritórios presentes eram todos locais, com exceção do nosso, que é o escritório central da EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Sendo assim, todos os escritórios presentes eram "subordinados" ao nosso. A sensação de ver que o meu chefe direto é um cara "super foda" num contexto geral, e que todos os presentes deviam se reportar a ele, me fez sentir importante também. E a sensação de ver o chefe do meu chefe - que por sinal é super gente boa, já tive várias reuniões com ele e já recebi vários elogios dele também! - era o presidente geral da reunião, me fez sentir ainda melhor! Na reunião, todos sabiam do projeto em que eu estou trabalhando, e todos o consideram um projeto de extrema importância!

     Além de fazer vários contatos, ouvir várias palestras e participar de várias discussões, a reunião ainda serviu para eu descobrir que o meu time de trabalho é ainda mais divertido e unido do que eu pensava. Na noite do dia 12 para o dia 13, terminamos o jantar executivo no hotel e começamos o happy-hour. Tínhamos uma mesa enorme, e a galera mais alegre de todas. Todos jovens (menos de trinta), e um time totalmente internacional (dois franceses, dois sul-africanos, uma ucraniana, uma romena, um holandês e eu de brasileiro). Após beber umas cervejas por conta da UPS, fomos todos a uma balada (isso mesmo, balada!) para celebrar o momento, e foi uma das baladas mais divertidas em que eu já fui na Europa!

     O encontro terminou na quinta-feira, dia 13, por volta do meio dia. Após o almoço, recebi um convite do pessoal de Eindhoven para visitar as instalações da UPS em Venlo, uma cidade vizinha a Eindhoven, onde pude conhecer então na prática como funciona isso de "warehousing" e "transportation". Conheci os armazéns de depósito da Philips Medical Systems, da Dell, da Cisco, e de várias outras empresas, e pude ver como o pessoal da UPS recebe os items, armazena-os, pega-os de volta e envia para o cliente. Pode parecer algo banal, mas tente pensar nessas atividades em um armazém de 70 mil quilômetros quadrados, com estantes tendo até 20 metros de altura, todas lotadas de produtos, cada um necessitando de cuidados e tratamento especial. Hehehe, não é brincadeira não!

     Foi legal então que deu para ver na prática tudo que eu venho ouvindo desde que entrei na empresa. Terminada a tarde de quinta-feira, fiz meu check-out no hotel 5 estrelas, me despedi do pessoal da empresa, e fui em direção ao albergue da cidade (como a empresa não ia pagar minha noite de quinta para sexta, obviamente eu não ficaria num hotel 5 estrelas, né!?). No dia seguinte, nada de descanso ainda. Ao invés de pegar a sexta-feira de folga e gastar um dia de férias, combinei com o meu chefe de trabalhar a partir do escritório de Eindhoven. Peguei meu Laptop (meu não, da UPS), e fui lá trabalhar. Conheci mais um bocado de gente, e foi legal ver como funciona o escritório regional da Holanda.

     Fim de expediente na sexta, hora de viajar. Bati um papo com o pessoal do trabalho, peguei várias dicas, e decidi desistir de ir denovo a Amsterdam. Peguei o próximo trem de Eindhoven para Cologne (Köln, ou Colônia), na Alemanha, entrando assim no meu oitavo país na Europa.

     Passei então a noite de sexta e o sábado em Cologne, seguindo para Düsseldorf na manhã de domingo, onde fiquei até noite. Cidades menos famosas que as que eu visitei até o momento, e sem dúvida nenhuma, bem menos turísticas. Mas, nem por isso, menos interessantes. Apenas tive que descobrir um jeito diferente de aproveitá-las. Nada de caminhadas frenéticas para ver tudo que a cidade tem para oferecer, nada de ruínas antigas, nada de grandes distâncias de metrô. Um museu ou outro, uma catedral famosa aqui, mas nada de espetacular. Por outro lado, pude sentar num café e simplesmente relaxar, comer uma boa comida típica, praticar bastante meu alemão, beber umas boas cervejas, e descansar. Afinal de contas, viajar não é simplesmente conhecer o maior número de monumentos no menor tempo possível, é também viver a cultura local, fazer o que os locais fazem, e descansar...

     Peguei o avião de volta no domingo a noite, partindo de Düsseldorf em direção à Zurique, para mais uma semana de trabalho e mais um fim de semana de viagem. Dessa vez, o destino é a Itália, e no feriado de Páscoa.