(post-express por não ter tempo direito para escrever)
Incrível esta última viagem à Munique! Posso dizer, sem sobra de dúvidas, que foi uma das melhores até agora. Não só pela cidade, que é linda. Mas se fosse só por isso, não diria que teria sido uma das melhores após visitar Roma, Paris e Barcelona. Mas principalmente pelas companhias. Explico...
Fui à Munique com dois amigos trainees de Zurique. Ambos se tornaram grandes amigos meus, desde que nos conhecemos na primeira conferência em que participei na Suíça, logo que cheguei ao país. Maja e Antonio, polonesa e português, são super legais, e ajudaram a fazer o meu fim de semna um pouco mais feliz! =D
Cheguei no sábado de manhã, e, logo de cara, conheci um dos caras mais interessantes que eu já conheci. Ficaríamos na casa dele, Nizar, um muçulmano da Tunísia. Mas o mais bizarro é que ele é um daqueles muçulmanos extremos mesmo, de ocidental qualquer ficar com medo. Logo no início do dia já pude perceber suas atitudes meio extremistas, como não entrar nas igrejas católicas ou não tomar cerveja.
Passamos o dia fazendo um sightseeing básico. Deu pra perceber bastante a beleza da cidade, e o quanto ela é "chique" no sentido de rica. Carrões nas ruas, lojas das marcas mais famosas do mundo, e gente muito bem arrumada. Cafés onde se paga 10 euros o cafezinho, e coisa e tal. Definitivamente, não é meu estilo. Mas é legal pra conhecer e apreciar "à distância".
Tivemos então um almoço meio que tarde, às 17h, na casa do Nizar. Comemos um típico prato tunisiano, e, apesar dos inúmeros ingredientes bizarros, foi uma das comidas típicas mais gostosas que eu já experimentei! Assistimos a um filme, e, logo depois, demos mais um passeio pela cidade à noite.
Durante o passeio, tive uma experiência super interessante conversando com o muçulmano, sobre todos os assuntos controversos possíveis. Estados Unidos, ONU, IsraelxPalestina, Segunda Guerra Mundial, e vários outros. Foi super legal ver a opinião dele sobre os assuntos, mesmo que, às vezes, eu tivesse ficado assustado com sua posição. Mas confesso que na maioria das conversas ele provou ser uma pessoa sensata e coerente em seus argumentos.
Logo após fomos à um barzinho, onde tomamos umas boas cervejas alemãs (exceto o Nizar, claro), e depois fomos a uma balada de música típica alemã - Electro. Muito bom!
No dia seguinte, fizemos o famoso "Free Tour", do qual já estou virando fã de carteirinha. Mais uma vez fiquei positivamente surpreso pela qualidade do tour, com suas incríveis histórias sobre a Segunda Guerra Mundial e várias e várias curiosidades que não poderia ler em lugar nenhum por minha conta.
Um churrasquinho, seguido de um café, encerraram o maravilhoso passeio, que provou ser um dos melhores pelas companhias. E eu, que já estava viciando nesse negócio de viajar sozinho, acabei lembrando que às vezes vale muito a pena ter alguém com quem compartilhar momentos alegres. Viajar com os amigos é o que há!