sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Lyon

     Como planejado, o primeiro destino do roteiro foi Lyon. Situada apenas uma hora e meia de Geneva, a cidade fica no caminho para o litoral do mediterrâneo, o que tornou essa parada bastante conveniente nos meus planos.

     Lyon é a terceira cidade com mais habitantes da França (depois de Paris e Marseille), e possui a segunda maior área metropolitana (atrás apenas de Paris). Apesar disso, possui um clima aconchegante de cidade pequena, o que a torna completamente diferente de Paris, por exemplo. As diferenças, no entanto, não passam muito daí: o mesmo estilo de arquitetura, humor das pessoas e, principalmente, o "charme"também pode ser notado em Lyon, o que confere uma certa unidade ao país como um todo.

     Capital da região Rhône-Alpes, é conhecida também como a capital francesa da gastronomia (e, portanto, capital mundial). Teve um importante papel na história do cinema, uma vez que os irmão Lumiere, em 1895, inventaram-no enquanto lá viviam. É também onde fica o QG da Interpol de toda Europa.

     Comecei o meu dia andando pela cidade antiga, que possui a distinta característica de ser da época do império romano (diferentemente das cidades antigas medievais que vemos normalmente). Após um almoço típico francês, tomei o metrô em direção ao centro da cidade, pequei algumas informações, e fui em seguida ao parque.

Lyon - Old Town 

     Resolvi fazer o passeio do parque de bicicleta, e não poderia ter feito escolha melhor. O parque tinha um clima ótimo, muito alegre e divertido, tudo muito bonito. Era também um semi-zoológico, com alguns animais exóticos espalhados. Após relaxar, fazer planos, sonhar e refletir bastante sobre a vida, tomei a saída do parque para a Cité Internationale, obra de Renzo Piano, e lá fui ao Museu de Arte Contemporânea.

Parque

Cité Internationale

     Adorei o museu, realmente me surpreendeu de maneira positiva. Estava acontecendo lá uma exposição de Keith Haring, que é como uma mistura de arte moderna com história em quadrinhos, com desenhos infantis. Fiquei realmente fascinado, e achei engraçado quando notei que cada vez mais estou gostando de museus e obras de arte, especialmente moderna e contemporânea.

     No caminho de volta, parei um pouco para ver a Interpol, mas logo ao tirar a câmera já veio um policial dizendo que era proibido tirar fotos, e que eu deveria ir embora. Fui, mas obviamente, mesmo que o prédio não tivesse nada de especial, só o fato de ser probido me fez voltar lá e tirar algumas fotos escondido (como um bom brasileiro que sou!).

Interpol

     Já voltando na direção do albergue novamente, subi ao topo do monte Furvière para ver a Basílica de Notre-Dame de Fourvière. Posso dizer que se não tivesse visto antes a Notre-Dame de Paris, eu realmente teria ficado impressionado. Do topo da montanha também pude ter uma ótima vista da cidade antiga. A última parada foram as ruínas gallo-romanas, próximas à igreja, onde pude entrar e conhecer um verdadeiro teatro da época do império romano. Muito legal!

Basílica de Notre-Dame de Fourvière

Teatro Romano

Vista panorâmica da cidade

     O dia terminou com uma boa cerveja com a galera do albergue, onde pude conhecer muitos franceses e aprender um pouco mais sobre o país deles. Show de bola!

     Prochain Arêt, Marseille!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Quem gostou pede bis!

     Felizmente não precisei esperar muito para voltar à França. Seguindo mais ou menos minha idéia de que é preciso ver mais de uma cidade para ter uma boa imagem do país, sigo hoje para o sudeste da França. O roteiro inclui Lyon, Maseille e Nice, sendo que em Nice eles ainda estão comemorando carnaval, um dos maiores da Europa!

     É nui!!!

     Paris deixou uma imagem tão boa que a expectativa agora é imensa! Vamos ver o que me aguarda!

O Fabuloso Destino de Cazé...

     O que dizer de Paris?

     Espero, nas próximas linhas, tentar traduzir em palavras um pouco do que eu senti nesses últimos dias, embora já tenha a certeza de que tudo o que eu disser continuará sendo irrelevante perto da sensação de ver a Cidade das Luzes ao vivo e a cores (e que cores!).

     Paris é mais ou menos aquilo que todo mundo imagina... Lindos edifícios com uma marcante arquitetura, monumentos mundialmente conhecidos, cidade agitada, vida boêmia, bares, cafés, cabarés, e história... muita história. E tudo isso junto, combinado de maneira incrivelmente harmoniosa. É o tipo de cidade que faz jus a toda a fama que recebeu (ou melhor, que construiu).

     Comecei a viagem na manhã de quinta-feira. O albergue, escolhido a dedo, já mostrou que atenderia bem às minhas expectativas. Localizado bem no meio de Montmartre, a menos de cem metros da Sacre-coeur e a menos de quinhentos do Moulin Rouge, já estava bombando de gente. Me ofereceram um café-da-manhã de brinde, com um bem típico Croissant parisiense para começar o dia.

     Cheguei no albergue por volta das 8 e pouco, onde deixei minhas malas e saí pra bater perna. Peguei o mapinha do metrô, e, como ainda não tinha destino certo, apenas fui fazendo as conexões de modo a chegar em qualquer lugar perto do centro. Maravilha, saí em St. Michel, já de cara com uma vista da catedral de Notre-Dame. Descobri um tour guiado que sairia daquele mesmo ponto dentro de pouco tempo, que passaria pelos principais pontos da cidade. O melhor de tudo: o tour era grátis! Não tinha o porque de não fazer...

Início do Tour

Catedral Saint Michel

     Então, já nas minhas primeiras horas de Paris já estava passeando na beira do Senna, passando pela Catedral de Notre-Dame, Ponte Neuf, Louvre, Jardin des Tuileries, Place de la Concorde, Arc de Triomphe, Hôtel des Invalides, e vários outros pontos turísticos. Tudo a pé, do jeito que deve ser! O guia do tour se mostrou ser excepcional, muito divertido e com um conhecimento absurdo sobre a cidade. Logo entendi que apesar de grátis, ele receberia uma boa quantia de gorjetas ao final do tour, pelo ótimo trabalho.

Museu do Louvre

Place de la Concorde

     Logo após o tour já fiz um pit-stop no Arc de Triomphe, onde subi e já pude curtir uma ótima vista da cidade! Andei pela Champs-Elysées, comi um crepe, e de lá fui ao Museu d`Orsay. Incrível museu, com obras dos principais artitas impressionistas, de Monet à Van Gogh. Às 9 já estava denovo em St. Michel pronto para o Pub-crow que rolaria com a mesma galera que fez o tour. E assim foi a primeira noite: 5 bares, free-shots de vokda, e um nightclub no final. Não podia ter começado melhor!!!

Arc de Triomphe

     O segundo dia também não deixou nada a desejar. Encontrei a Ju, Carla e Melissa e fomos para o parque em frente a Torre-Eifell. Fizemos um bom pique-nique, e, de barriga cheia, fomos denovo à Catedral de Notre-Dame. Dessa vez entramos, e, como era de se esperar, babamos. A grandiosidade da "Nossa Dama" faz qualquer outra igreja que já vi parecer uma capelinha...

Torre Eiffel

Catedral de Notre Dame

     Aproveitando que era sexta e já estava no fim da tarde, fomos ao Louvre (minha mais esperada atração) e aproveitamos a entrada-gratuita a que tínhamos direito. Sim, ele é realmente gigante, e digo que minhas três horas de caminhada não foram suficientes para ver nem metade do que eu queria. Mas pelo menos tive a oportunidade de ficar babando nas seções da Grécia antiga e da civilização egípcia.

Museu do Louvre

     A noite terminou com uma nova visita à Torre Eifell, dessa vez durante a noite, quando ela está magnificamente iluminada e, eventualmente, faz um show de luzes que faz inveja até no Papai Noel. E então um barzinho de leve pra fechar com chave de ouro... Nada de balada, o dia seguinte seria pesado...

     E foi... Passamos o sábado em Versailles, visitando o Palácio Real e o singelo jardim do mesmo. Pequeno jardinzinho... Entender a Revolução Francesa fica mais fácil quando você vê com seus próprios olhos como é possível gastar tanto dinheiro público com luxos da família real.

Jardins do Palácio de Versailles Palácio de Versailles 

 

Jardins do Palácio de Versailles

     Na volta me separei das meninas e, felizmente, cheguei no Moulin Rouge a tempo de encontrar o grupo de mais um Free Tour. Dessa vez o tour seria pela charmosa Montmartre, berço de vários grandes artistas que já passaram pelo mundo. E esse foi o ponto mais alto da viagem. Impossível descrever a sensação que aquele lugar passa! Mas você pode concluir que realmente deve haver algo de especial no bairro onde já moraram Picaso, Van Gogh e vários outros artistas, onde nasceu o movimento surrealista, onde existem hoje várias produtoras de cinema e onde foram filmados os filmes Moulin Rouge e Amelie Poulain. Só isso...

Moulin Rouge

Catedral de Sacre Coeur

     Última noite em Paris, claro, não podia terminar de outra forma que não uma boa balada. Como estava fascinado pelo bairro resolvi ficar por lá perto mesmo, onde encontrei um boa boate e pude viver um pouco da boemia do lugar. Perfeito.

     Já comecei o dia de domingo com saudade da viagem que estava prestes a terminar. Tinha ainda o dia inteiro, mas esse tempo parecia incrivelmente curto perto do quanto eu ainda gostaria de ficar. Arrumo minha mochila e saio em busca de mais alguma coisa que possa me surpreender. E, mais uma vez, Paris mostrou que não deixa ninguém na expectativa mesmo.

     Passei várias das minhas últimas horas em Paris no Centro de Artes Pompidou, um dos grandes centros de exibição de arte moderna e contemporânea do mundo. E, sendo eu um grande admirador (apesar de nada entendedor) de arte moderna, pude ficar delirando em outros mundos por um bom tempo naquele lugar.

Centro de Artes Pompidou

     Uma breve visita à Place de la Bastille - um dos pontos principais ligados à Revolução Francesa - e outra ao Cimetière Du Père Lachaise - famoso por ser onde repousam famosos como Oscar Wilde, Chopin, Jim Morrison - foram as últimas paradas antes de um bom lanche da tarde num típico café parisiense, que, infelizmente, já era caminho para a estação de trem que me levaria de volta à Berna.

Place de la Bastille Cimetière Du Père Lachaise

     Volto pra casa com um gostinho de quero mais... Com a tristeza de deixar para trás a mais bela cidade que já visitei, mas com a tranquilidade da certeza de que não tarda minha volta.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

TPE - Tensão pré-embarque

(escrito na noite de 20/02)

     Sentado aqui no trem de volta pra casa, fazendo a contagem regressiva pro embarque para mais um país... Mais novidades, mais surpresas, mais aventura...

     O fato de ter muita gente da França na minha empresa foi algo que me ajudou bastante na programação e na construção das expectativas: todo mundo me encheu de recomendações, me deram boas dicas, ajudaram a escolher o albergue e tudo mais. Muito bom. E nesses últimos dias tenho também pesquisado tudo que consigo a respeito de Paris, pra chegar lá já sabendo onde ir e o que fazer, e o que cada lugar historicamente representa.

     Comprei uma passagem na EasyJet (procurando economizar o máximo possível), e o vôo sai de Geneva às 06:20. Acontece que o cabeção aqui não se tocou que seria impossível chegar em Geneva a tempo do check-in, e, agora, a única solução vai ser sair de Berna hoje a noite mesmo e pernoitar no aeroporto para conseguir pegar o vôo. Fazer o que, né? Ossos do ofício de viajante liso, hehe.

     Ah! Uma coisa legal que eu descobri é que vai ter um pessoal do ITA viajando por lá nesse mesmo fds: a Carlinha e a Ju, e mais a Melissa, ex-intercambista canadense que foi para o ITA ano passado pela aiesec. Mega coincidência! Reforça ainda mais minha teoria de que iteano tá em todo canto, hehehe. Então talvez eu ajuste meus planos pra encontrar elas e dar um rolé junto a turma toda algum dia.

     Bom, com essa notícia de que eu vou precisar pernoitar em Geneva, precisei fazer uma mudança de planos e, nesse exato momento, estou correndo para casa para terminar de arrumar minhas coisas, tomar um banho, e cair na estrada (leia-se: linha-de-trem) daqui algumas horas.

     Tensão pre-embarque é muito foda! Quem já saiu viajando sozinho assim sabe como é bom!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Próximos destinos:

     Aproveitando que eu já estou na Europa e tudo aqui é pertinho, eu comecei a planejar meus finais de semana de modo a viajar o máximo possível. Com uma graninha guardada, uns dias de férias pedindo para serem usados, e muita disposição (lembram-se do tripé?), acabei agendando viagens pros 3 próximos finais de semana de uma vez!

     Começo agora com Paris, a cidade das Luzes. Viajo de Easyjet no dia 21 às 6 da manhã, e fico até a noite do dia 24. Serão, ao todo, 4 dias e 4 noites pra conhecer esse que é o pricipal destino turístico da Europa.

     Na semana seguinte, resolvi me aprofundar um pouco mais na França. Aproveitando ainda que é carnaval em Nice (conhecido como o Carnaval mais divertido da França), resolvi moldar meu roteiro incluindo Nice no sábado e domingo. Então volto de Paris, fico 3 dias na Suíça, e volto denovo pra França no dia 27/02, de trem, quarta-feira a noite. Fico quarta e quinta em Lyon, sexta em Marseille, e sábado e domingo em Nice. Volto de Nice de Easyjet no domingo a noite.

     Após essas 4 cidades da França, é hora de partir para outro país. O destino da semana seguinte é Amsterdã. Passagens promocionais da KLM já compradas, com saída na noite do dia 7/03 e retorno no dia 09/03. Será minha segunda ida a Amsterdam, já que no dia da minha chegada eu já pude dar uma caminhadinha express pela cidade. Mas é dessa vez que eu pretendo realmente "turistar". Não é muito tempo, mas foi o que deu pra conseguir...

     E por enquanto é isso. Estou super feliz que vou, finalmente, começar a conhecer o Velho Continente, e esses são os primeiros passos. Vai ser uma experiência legal, já que em cada país eu pretendo não só conhecer as capitais, mas também alguns destinos menos populares - mas não menos interessantes. E, além disso, o fato de eu voltar para a Suíça entre cada viagem, ter um tempo para digerir o que eu vi, e comparar as culturas, também vai ser muito vantajoso.

     E o melhor... Tudo isso a preço de banana! VIVA A EASYJET!!!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Tortura

     Enquanto escrevia este post também lavava minhas roupas. Vez por outra descia até o subsolo do prédio, que é onde fica a máquina de lavar e de secar, e, num desses trajetos, acabei constatando algo.

     Eu realmente odeio lavar roupas.

Pior que lavar, é só o que vem logo depois: PASSAR. Putz, mesmo que eu pare para pensar com muita calma, vai ser difícil encontrar algo que me desagrade mais do que passar roupa. E não é  simplesmente porque é um trabalho de casa não. Cozinhar, arrumar a casa, lavar vasilhas, tudo isso eu encaro de forma natural. Mas, passar roupa, isso sim é uma tortura pra mim...

     Estou pensando seriamente em pagar uma fortuna para que alguém o faça por mim.

Férias, férias... Ahhhhh!!!

     Apesar de ter coisas mais antigas que as férias pra postar, achei que começar com o acontecimento mais importante era mais adequado... Então aí vai!

     Como havia dito, a viagem de férias tinha tudo pra ser perfeita: viajaria muito bem acompanhado, Espanha e Portugal, curtindo uma mega festa na praia de Portugal na virada do ano, durante 16 dias! Isso mesmo, 16 dias! Mal começei a trabalhar e já tirei férias de 16 dias, hehehe... E deu no que deu, a viagem foi realmente PERFEITA!

     O roteiro incluiu Barcelona, Madrid, Granava, Sevilla, Leiria (praia em Portugal), Lisboa, Sintra e Porto! Um pouco apertado, muita cidade pra pouco tempo, mas deu tudo certo!

     Barcelona, pra começar, foi fantástico! Uma cidade linda, super ativa e movimentada, bem viva mesmo. E turista pra todo lado: o que não faltava era chinês com uma máquina fotográfica no pescoço tirando foto de tudo quanto é coisa na cidade. Na rua principal, Las Ramblas, acho que se ouvia mais outras línguas do que o próprio Catalão (sim, em Barcelona não se fala Castelhano, mas Catalão)!

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     Ah, e essa rua, Las Ramblas, é demais! Muito bonita, super bem decorada para o Natal, cheio de artistas de rua (que por sinal vivem muito bem com as gorjetas que recebem), bares, restaurantes, lojas... Um pouco de tudo. A rua começa na Plaça Catalunya, que é considerada o ponto central da cidade, e termina num monumento ao Cristóval Colombo, que é devido a riqueza que proporcionou à Espanha em sua época gloriosa, é considerado um herói.

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     No total, passamos 5 dias em Barcelona, de sexta a terça-feira de Natal. Natal muito bem comemorado, por sinal! Foram 5 dias perfeitos, nos quais eu pude confirmar toda a fama que Barcelona tem mundialmente.

     Madrid também foi agradável. Uma cidade grande, cosmopolita, mas que nem por isso perde seu charme. O palácio real foi um dos pontos altos, e a greve dos faxineiros das estações de metrô, que deixou as estações terrivelmente sujas, um dos pontos baixos.

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     Partindo do km 0 de toda a Espanha, a Puerta del Sol, rodamos a cidade inteira. Os dois museus visitados - Museo Nacional del Prado e Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía - foram realmente impressionantes, e serviram pra eu comprovar pra mim mesmo que eu adoro ver museus (diferentemente de muita gente). O Reina Sofía, em especial, me fez babar com tantas obras de arte moderna, principalmente Picasso e Dalí, e ficar ali por algumas horas foi algo fascinante.

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     Depois de 3 dias em Madrid, era hora de sair do circuito óbvio da Espanha e seguir rumo à charmosa Andalucía. Sobre Granada e Sevilla, há pouco que se dizer a não ser que senti pena de não poder ter ficado mais. Um dia em cada cidade, tempo suficiente apenas para se surpreender, se maravilhar, e ficar triste logo em seguida por ter que pegar o ônibus.

     Destaque especial para a coincidência absurda que foi encontrar meus amigos do ITA, andando genericamente por Madrid. O pessoal da CV havia acabado de chegar na Europa, e, passeando pelo Templo de Debod, trombo com o Beraba e o Renzo, sem nem saber que eles estavam em Madrid. Iteano é realmente uma praga, tá em todo canto do mundo. Nem adianta esconder...

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     Granada, pra mim, foi a cidade mais especial de toda a viagem. Barcelona havia sido magnífica, assim como eu já esperava. Mas Granada foi uma surpresa... A cidade, antigo (e último) reduto mouro na Espanha, é encantadora é aconchegante. Parecia tudo muito irreal, a cidade realmente te leva a se sentir diferente. Andar por aquelas ruas fininhas, a vista da Sierra Nevada ao fundo, o bairro muçulmano Albayzín, tudo contribui de forma harmoniosa para dar o "charme".

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     Faltam palavras para descrever o Alhambra, atração principal da cidade. Conhecido como uma das maiores (e mais belas) obras de arte muçulmana, a construção que foi indicada a uma das novas 7 Maravilhas do Mundo é de tirar o fôlego. Muito se ouve sobre suas fortalezas, palácios e jardins, mas nada realmente te prepara para vê-lo ao vivo e a cores.

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     Sevilla, logo em seguida, também foi apaixonante. Um estilo parecido com Granada, mas aparentemente com menos resquícios de cultura muçulmana. Laranjeiras carregadas de frutos enfeitam todas as ruas, e, acredite, há milhares e milhares delas, o que faz com que a cidade tenha um suave perfume de laranja em algumas regiões.

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     O dia super-apertado incluiu muita andança, passando por uma Plaza de Toros - a mais antiga praça de touradas da Espanha -, e encerrando com um show de Flamengo à beira do rio. Infelizmente não dava pra ficar mais, a passagem já estava comprada e era hora de seguir pra Leiria, em Portugal.

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     Apos cerca de 10 horas de viagem, chegamos em Leiria na manhã do dia 30. De lá fomos à Pedrógão, uma praia a norte de Lisboa. Da manhã do dia 30 à manhã do dia 1o, mais de 50 horas sem parar, curtimos um festival de música eletrônica, com direito a comemoração e fogos na virada do ano. Realmente uma experiência fantástica!

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     Lisboa, o próximo destino, nos acolheu de forma bem agradável. Foi ótimo poder conversar em Português com todo mundo, já estava sentindo falta disso. Fizemos um tour guiado pela cidade, o que nos levou a conhecer lugares que não chegaríamos caso tivessemos andado sozinhos. Foi interessante ouvir bastante da história portuguesa (que tem, obviamente, uma grande interseção com a história brasileira), sendo contada aos gringos que estavam juntos na excursão.

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     No caminho para Porto, fizemos um pit-stop em Sintra, uma cidadezinha que certa vez fora refúgio de verão dos reis portugueses. Visita ao palácio, um café portugues, um pastelzinho de nata, e já é hora de partir.

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     No nosso último destino, Porto, fomos acolhidos muito bem pelos amigos do Fani (valeu, Fani), onde ficamos nossas duas últimas noites. Porto, sinceramente, me agradou muito mais que Lisboa. A cidade, por sorte, ainda estava maravilhosamente decorada para o Natal, e - Rubi que o diga - é difícil imaginar uma decoração mais bonita que aquela. Outros highlights incluem um bom Vinho do Porto (tomado EM PORTO) e um show numa Casa de Fado, a noite (meu pai me mataria se eu deixasse a oportunidade passar)...

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     E, finalmente, na noite de 5 de Janeiro, partimos de Ryanair em direção à Barcelona. Chegamos de madrugada, enrolamos pela última vez na Las Ramblas e na Plaza Catalunya e, na manhã do dia 6, e Rubia estava entrando no avião de volta ao Brasil. E, poucas horas depois estava eu, também, encerrando o período de férias dentro das férias, ou seja, de volta às férias trabalhando, mas já programando as próximas férias nas férias...

     Não demora...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Laughter Club

     Bom, estou aqui lendo o livro que mencionei no post anterior e senti necessidade de escrever outro post sobre o mesmo... Como disse, o livro sugere inúmeras coisas interessantes/inusitadas/bizarras/malucas ou simplesmente fora da nossa rotina para preenchermos os ditos 132 dias.

     Uma das sugestões, bastante engraçada, por sinal, é que procuremos o Laughter Club mais próximo da gente. Um Laughter Club é clube de riso, onde as pessoas forçam risadas até que elas se tornem reais (é falso até que você transforma em verdadeiro). É uma terapia difundida pelo médico indiano Madan Kataria, e hoje já existem mais de 5000 clubes de riso espalhados pelo mundo.

     Obviamente eu procurei no google, e acabei encontrando um Laughter Club aqui em Berna, com reuniões todas as quartas-feiras. Hehehe... Vou me informar se é possível comparecer a uma sessão. =D

 

     Mais informações em

     E se você não acredita no método, assista esse vídeo e tente não rir!

obs: Há também um Clube da Gargalhada Brasil, que se reúne todas as quartas-feiras na Praça da Liberdade em Belo Horizonte para sessões Outdoor de gargalhadas em público...

http://www.clubedagargalhada.com.br

132: Seize the days

     De modo a começar a planejar minhas viagens de fim de semestre (sobre as quais falarei mais adiante), fiz umas compras no Amazon.co.uk. As compras incuiram uma lista de guias de viagens, Lonely Planets em sua maioria, mas também outros livros bastante interessantes que resolvi incluir no pacote para pagar um só frete. Dentre eles, um despertou bastante o meu interesse: "132: Seize the days".

     Como o título diz (132: Aproveite os dias), o livro fala sobre como aproveitar todo o tempo livre que nós temos, que, apesar de nos convencermos do contrário, é enorme. É uma mistura de auto-ajuda bestinha com um guia de viagens, mas que resultou em algo surpreendentemente interessante.

     Somando:

Finais de semana: 2 dias x 52 semanas = 104 dias

Feriados Nacionais: 8 dias (na Inglaterra, no Brasil é muito mais!)

Férias pagas: 20 dias

TOTAL: 104 + 8 + 20 = 132 dias

     E assim o livro começa, tentando provar que falta de tempo não é desculpa. Temos todos, no mínimo, 132 dias por ano livres. Digo no mínimo porque, como mencionei,  no Brasil temos vários outros feriados nacionais, e para algumas pessoas, o número de dias de férias é muito maior que 20. No ITA, por exemplo, o número de dias de folga é 185! E não podemos ainda nos esquecer que o trabalho/estudo não nos ocupa 24 horas por dia, o que nos libera ainda várias horas livres nos dias não contabilizados como livres.

     Nada de revolucionário, mas é bom pra gente acordar um pouco e começar a planejar melhor todos esses dias de folga, que, sem o devido cuidado, podem passar sem a gente perceber...