Como planejado, o primeiro destino do roteiro foi Lyon. Situada apenas uma hora e meia de Geneva, a cidade fica no caminho para o litoral do mediterrâneo, o que tornou essa parada bastante conveniente nos meus planos.
Lyon é a terceira cidade com mais habitantes da França (depois de Paris e Marseille), e possui a segunda maior área metropolitana (atrás apenas de Paris). Apesar disso, possui um clima aconchegante de cidade pequena, o que a torna completamente diferente de Paris, por exemplo. As diferenças, no entanto, não passam muito daí: o mesmo estilo de arquitetura, humor das pessoas e, principalmente, o "charme"também pode ser notado em Lyon, o que confere uma certa unidade ao país como um todo.
Capital da região Rhône-Alpes, é conhecida também como a capital francesa da gastronomia (e, portanto, capital mundial). Teve um importante papel na história do cinema, uma vez que os irmão Lumiere, em 1895, inventaram-no enquanto lá viviam. É também onde fica o QG da Interpol de toda Europa.
Comecei o meu dia andando pela cidade antiga, que possui a distinta característica de ser da época do império romano (diferentemente das cidades antigas medievais que vemos normalmente). Após um almoço típico francês, tomei o metrô em direção ao centro da cidade, pequei algumas informações, e fui em seguida ao parque.
Resolvi fazer o passeio do parque de bicicleta, e não poderia ter feito escolha melhor. O parque tinha um clima ótimo, muito alegre e divertido, tudo muito bonito. Era também um semi-zoológico, com alguns animais exóticos espalhados. Após relaxar, fazer planos, sonhar e refletir bastante sobre a vida, tomei a saída do parque para a Cité Internationale, obra de Renzo Piano, e lá fui ao Museu de Arte Contemporânea.
Adorei o museu, realmente me surpreendeu de maneira positiva. Estava acontecendo lá uma exposição de Keith Haring, que é como uma mistura de arte moderna com história em quadrinhos, com desenhos infantis. Fiquei realmente fascinado, e achei engraçado quando notei que cada vez mais estou gostando de museus e obras de arte, especialmente moderna e contemporânea.
No caminho de volta, parei um pouco para ver a Interpol, mas logo ao tirar a câmera já veio um policial dizendo que era proibido tirar fotos, e que eu deveria ir embora. Fui, mas obviamente, mesmo que o prédio não tivesse nada de especial, só o fato de ser probido me fez voltar lá e tirar algumas fotos escondido (como um bom brasileiro que sou!).
Já voltando na direção do albergue novamente, subi ao topo do monte Furvière para ver a Basílica de Notre-Dame de Fourvière. Posso dizer que se não tivesse visto antes a Notre-Dame de Paris, eu realmente teria ficado impressionado. Do topo da montanha também pude ter uma ótima vista da cidade antiga. A última parada foram as ruínas gallo-romanas, próximas à igreja, onde pude entrar e conhecer um verdadeiro teatro da época do império romano. Muito legal!
O dia terminou com uma boa cerveja com a galera do albergue, onde pude conhecer muitos franceses e aprender um pouco mais sobre o país deles. Show de bola!
Prochain Arêt, Marseille!
Nenhum comentário:
Postar um comentário