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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

EU!

     Tendo pouco para falar que não seja do conhecimento dos meus leitores, limitarei o post a algumas informações pessoais de grande importância: meus contatos.

     Anotem aí, portanto, como proceder para me encontrar durante minha estadia na gringolândia.

  • Telefone Celular:

+1 (617) 510-7903

Para fazer ligações basta discar os números na seqüência, substituindo o símbolo de “+” por “00xx”, onde xx é o código da operadora de longa distância do Brasil.

  • Endereço Residencial:

111 Bay State Rd.
Boston, MA – 02215
United States

  • Endereço no MIT:

Massachusetts Institute of Technology
Building 46 – Brain and Cognitive Sciences
Room 46-4127A
43 Vassar St.
Cambridge, MA – 02139
United States

  • Telefone no MIT:

+1 (617) 452-2526

Para fazer ligações basta discar os números na seqüência, substituindo o símbolo de “+” por “00xx”, onde xx é o código da operadora de longa distância do Brasil.

 

     Fiquem todos à vontade para me ligar, enviar mensagens de texto para o meu celular, ou enviar cartas (ou presentes!). Agora, com todos os meus dados, não tem mais desculpa de que eu sumi e não tem como me encontrar!

     Vou ficar esperando!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Que viagem é essa?

     Antes que todo mundo começe a me perguntar sobre essa nova idéia de viagem, vou explicar em linhas gerais os motivos que me levaram a mudar tão drasticamente o que eu faria no primeiro semestre de 2009.

     Como muitos devem lembrar, desde antes mesmo do mochilão (imcompletamente descrito nas linhas deste blog) minha idéia para 2009 era viajar à Belgica, trabalhar novamente para a empresa UPS, e retornar ao ITA para me formar, no segundo semestre. Para que isso acontecesse, todos os detalhes já estavam sendo visto com bastante antecedência: visto, data de início, contrato, etc. E, com essa idéia, recomecei meu semestre no ITA após retornar da Tailândia.

     O retorno ao ITA trouxe também de volta, rapidamente, todos aqueles anseios com relação ao futuro profissional, típicos do iteano. Veio a preocupação sobre qual emprego me faria mais feliz, qual me traria melhor retorno financeiro, qual o melhor país para morar e trabalhar, dentre outras. Veio também a sensação de que o tempo de faculdade estava chegando ao fim, e, assim sendo, o tempo para “experiências” também estava terminando. Era hora, portanto, de fazer escolhar certas para minha vida.

     Com todas essas idéias pipocando em minha cabeça, tomei uma decisão muito importante. Decidi que ainda dava para fazer mais um estágio durante o semestre, para conhecer uma nova área e um novo estilo de vida, e aumentar assim as chances de fazer uma escolha acertada na época da formatura. Corri atrás então de processos seletivos de bancos de investimentos e consultorias estratégicas, que são empresas nas quais os trabalhadores seguem um estilo de vida um pouco diferente, trabalhando (muito) mais e recebendo (muito) mais ainda pelo trabalho.

     Felizmente, já nos meus primeiros processos fui felicitado com a notícia de que havia sido aprovado no processo do Credit Suisse, um dos maiores e mais sólidos bancos de investimentos do mundo. Coincidentemente, trata-se de um banco suíço, o mesmo que eu via em cada esquina quando morava ainda na Suíça. A aprovação trouxe também muita felicidade e empolgação, e o semestre do ITA que deveria ser bastante light se tornou um tanto quanto puxado.

     E foi então que as viagens quase que diárias para São Paulo, mais o trabalho desgastante das 14h às 21h, começaram a me fazer refletir novamente sobre meu futuro. Veio denovo aquela mesma sensação que eu tinha quando estava trabalhando na UPS, de que minha vida enquanto eu estava somente trabalhando era inútil, de que eu não trabalhava para mim, mas para os outros. De que o que me satisfaz realmente é aprender, e não simplesmente fazer a conta bancária dos outros crescer cada vez mais. E que um bom caminho para aprender é estudar.

     Isso tudo, ainda junto com a minha eterna curiosidade sobre o cérebro, memória, atenção, concentração, etc, me fez ter uma idéia fantástica. E se, por acaso, eu arriscasse uma carreira acadêmica, na área de Ciências Cognitivas? Era uma idéia ótima, mas como fazer isso no Brasil? Difícil… No Brasil não existem muitas oportunidades nessa área, o melhor mesmo seria ir para o exterior. Daí eu lembrei do MIT, que é uma das universidades tops do mundo nessa área, além de ser uma instituição de prestígio mundial, considerada uma das melhores do mundo. E, o melhor de tudo, uma instituição parceira do ITA no intercâmbio de alunos.

     A idéia de fazer uma pós em Ciências Cognitivas então tomou conta de mim, não conseguia mais pensar em outra coisa. Iria pra Bélgica, juntaria dinheiro e viajaria bastante, voltaria pro Brasil para me formar, e em 2010 eu aplicaria para um PhD em Ciências Cognitivas no MIT. Era uma idéia ótima, que eu só não considerava perfeita por um fator: o risco. E se eu não gostasse daquilo? E se a vida acadêmica for parada demais para mim? E se?

     Só havia então um jeito de evitar esse risco. A chance era pequena, mas valia a pena tentar. Enviaria emails para o maior número de pesqusiadores da área de Ciências Cognitivas do MIT possível, explicando minha situação, meu interesse, e pedindo uma vaga como pesquisador. Pensei então que a única coisa que mudaria meus planos para 2009 seria caso eu fosse aceito no MIT ainda antes de me formar. Se algum professor de CogSci (Cognitive Sciences – Ciências Cognitivas) me aceitasse - mesmo sendo engenheiro, sem experiência, e de um país emergente e uma universidade desconhecida internacionalmente – eu desistiria da Bélgica e anteciparia meu risco de escolher a vida acadêmica.

     Felizmente, muito felizmente, foi o que aconteceu. Em Novembro recebi minha confirmação de que havia sido aceito no MIT como Visiting Student. Nessa época eu tinha acabado de receber meu contrato assinado da UPS, com data de início do trabalho para primeiro de Dezembro. Me deu um frio na barriga terrível, mas criei coragem e recusei a oferta da UPS. O bom foi que, na conversa com meu chefe, ele se mostrou completamente do meu lado, dizendo que uma oportunidade no MIT era realmente imperdível, e que não importa quando, as portas da UPS estariam sempre abertas para mim quando eu quisesse voltar.

     Vencido este obstáculo foi só alegria. Confirmei meu início no MIT para Janeiro, após o reveillon, e já comecei minha preparação lendo infinitos papers de uma área sobre a qual nunca havia estudado nada.

     E foi assim que surgiu a idéia maluca de desistir de ir para a Bélgica, ganhar muito dinheiro e viajar denovo a Europa toda, para retornar à terra do Tio Sam, em meio à crise econômica, trabalhar de graça com algo desconhecido, apenas em troca de experiência. O próximo semestre promete ser decisivo sobre meu futuro. Caso eu goste da carreira acadêmica, vou ter as portas abertas no MIT para engrenar um PhD ou, no mínimo, terei uma carta de recomendação invejável caso resolva aplicar para uma pós em outro lugar. Caso contrário, terá sido uma experiência e tanto, terei ganhado uma linha de ouro em meu currículo, e poderei seguir feliz meu rumo fazendo a conta bancária dos outros crescer em algum lugar do mundo.

     E que venha mais essa experiência!

domingo, 30 de março de 2008

Ócio

     Finalmente, um fim-de-semana em casa. Sem nada para fazer, sem fazer nada. Já é noite de domingo, eu olho para trás, penso o que eu fiz no fim-de-semana, e vejo que não fiz nada. Sinto orgulho.

"E vós, para quem a vida é trabalho e inquietação furiosos - não estais por demais cansados de viver? Não estais prontos para a pregação da morte? Todos vós para quem o trabalho furioso é coisa querida - e também tudo o que seja rápido, novo e diferente - vós achais por demais pesado suportar a vós mesmos; vossa atividade é uma fuga, um desejo de vos esquecerdes de vós mesmos. Não tendes conteúdo suficiente em vós mesmos para esperar - e nem mesmo para o ócio".

Nietzsche

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Tortura

     Enquanto escrevia este post também lavava minhas roupas. Vez por outra descia até o subsolo do prédio, que é onde fica a máquina de lavar e de secar, e, num desses trajetos, acabei constatando algo.

     Eu realmente odeio lavar roupas.

Pior que lavar, é só o que vem logo depois: PASSAR. Putz, mesmo que eu pare para pensar com muita calma, vai ser difícil encontrar algo que me desagrade mais do que passar roupa. E não é  simplesmente porque é um trabalho de casa não. Cozinhar, arrumar a casa, lavar vasilhas, tudo isso eu encaro de forma natural. Mas, passar roupa, isso sim é uma tortura pra mim...

     Estou pensando seriamente em pagar uma fortuna para que alguém o faça por mim.