Mostrando postagens com marcador Boston. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Boston. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de março de 2009

Rubinete na área…

     Após mais de um mês longe, a excelentíssima mais-nova-advogada-da-área senhorita Rubia Guasselli Dalpiaz finalmente chegou aos Estados Unidos. E chegou em grande estilo: depois de uma semana de calor intenso aqui em Boston, logo no dia dela chegar cai uma neve de assustar, e a temperatura cai denovo, atingindo -5°C.

Boston_284_menor
Boston_278

     Foi super engraçado ver tamanha felicidade no rosto dela ao brincar com a neve, o que me fez lembrar de quando foi a primeira vez que eu também vi neve, há quatro anos atrás, aqui mesmo nos Estados Unidos. Passamos a segunda-feira juntos, resolvendo algumas das várias coisas a resolver com a chegada de mais uma imigrante, e fechamos o dia com um jantar supimpa!

Boston_315_menor

     Como gente esperta é outra coisa, em menos de uma semana em Boston a Rubia já começou um curso intensivo de inglês e já conseguiu dois empregos! E a crise? Que crise? Agora só falta arrumar lugar pra morar e aproveitar o que os EUA têm de melhor: os cifrões!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

NextBUS

     Mais uma surpresa com tamanha tecnologia e conforto que podemos ter aqui nos EUA, mais especificamente em Boston. Acessando o site www.nextbus.com é possível obter informações dos ônibus que saem do MIT em direção à minha casa e vice-versa.

     Essas informações incluem o itinerário, a rota e, o mais surpreendente, quanto tempo exatamente falta para que o ônibus chegue ao ponto. Todos os ônibus são equipados com GPS, de modo que é possível saber com precisão onde exatamente se encontra o ônibus que se está esperando.

     Ou seja, esperar o ônibus no frio de –15 graus??? Nunca mais!!!

image

domingo, 18 de janeiro de 2009

Boston

P.S. As imagens aqui exibidas não são de minha autoria (o que pode ser facilmente visto pela época do ano em que foram tiradas)

     Seguindo a seqüência decrescente de localidades, me abstenho de falar do estado de Massachusetts – que não possui um número de peculiaridades suficiente para constituir um post próprio – para falar logo da Grande Boston. Digo Grande Boston porque não falarei aqui exclusivamente da cidade de Boston, mas também das redondezas, incluindo aí a cidade de Cambridge, onde se localiza o MIT.

Boston_Twilight_Panorama_3

Visão panorâmica de Boston a partir da margem norte do Charles River

      Vou começar o post com um texto retirado e traduzido do site do Lonely Planet:

     “O Berço da Liberdade. O centro do Universo. A Atenas da America. Esses são alguns dos grandes adjetivos para uma cidade de médio porte. Mas Boston faz jus a eles. Com sua rica história, arquitetura grandiosa e instituições culturais e acadêmicas renomadas mundialmente, a cidade retém e irradia a glória que ela conquistou durante os últimos quatro séculos.

     Foram os Puritanos que saíram a procura de liberdade religiosa e fundaram Boston como sua "cidade reluzente nas montanhas". No século seguinte, os "Filhos da Liberdade" nasceram em Boston, onde beberam e festejaram até que as colônias se encontrassem em meio a uma "Guerra pela Independência". Cem anos depois, foram os poeta e filósofos de Boston que estavam liderando uma revolução cultural - lutando por causas como o abolicionismo, feminismo e o trancendentalismo.

Bostonstraight
Vista aérea de Boston

 
 

USA_09562_Boston_Luca_Galuzzi_2007
Região de BackBay e Prudential Tower ao fundo

     Essa é a parte da história, mas a Boston de hoje em dia cumpre essas promessas. Boston está entre as cidades que mais "pensam à frente" e mais "quebram barreiras e paradigmas" dos EUA. Essa característica é mais evidente na política, onde Boston está à frente de discussões polêmicas como casamento entre pessoas de mesmo sexo e acesso universal ao sistema de saúde. É também visível na paisagem em constante mudança da cidade, uma vez que Boston é atualmente o cenário de uma arquitetura de altíssimo nível e palco de projetos de planejamento urbano inovadores.

     Culturalmente, Boston está espalhando sua boa reputação à medida que artistas, literários, músicos e cinegrafistas redescobrem os ricos recursos da cidade e criam outros. Com a recente explosão de estúdios de vanguarda e a abertura do Instituto de Arte Contemporânea, Boston está preparada para desempenhar um papel mais proeminente nas artes visuais do que nunca.

     Mas nenhum elemento sozinho influenciou a cidade tão profundamente quanto suas instituições educacionais. Com o passar dos anos, as faculdades e universidades de Boston atraíram professores, cientistas, filósofos e escritores que prosperaram e contribuíram com a cultura envolvente da cidade. A Boston de hoje em dia não é exceção, já que continua atraindo estudantes de todo o mundo. De Setembro até Maio, a cidade transborda sua exuberância. Essa renovável fonte de energia cultural apóia eventos esportivos, festivais de cinema, galerias de arte, cenários musicais, cafés e pubs.”

SouthStation_agr

Estação de metrô South Station

     A capital do estado de Massachusetts é também uma das cidades mais antigas dos EUA, e é considerada o centro econômico e cultural da região. E o melhor, é a cidade onde moro atualmente, e onde ficarei (pelo menos) pelos próximos meses.

     Pessoalmente falando, uma impressão muito forte que eu tenho da cidade (e já tinha quando vim em 2004) é a de que Boston é uma cidade compacta e eficiente. A região de Boston, por si só, é pequena demais para o tamanho da fama que recebe. Sua região metropolitana pode ser facilmente conhecida em um dia de caminhada, embora o considerado “sistema de metrô mais eficiente do mundo” facilite bastante as coisas, reduzindo esse tempo. A conclusão é uma só: Boston, naquele espaçozinho pequeno, tem tudo aquilo pelo qual é famosa. Está tudo ali, pertinho de você. Grandes marcas, grandes empresas, arquitetura invejável, restaurantes, bares e pubs de primeira qualidade, as mais famosas universidades, etc. Não precisa nem andar muito, Boston concentra tudo isso perto de você, sem tirar o clima de uma cidade pequena, sem muita gente andando pelas ruas e sem um transito caótico de uma cidade do mesmo porte.

 

CopleyNW07
Praça Copley Square e biblioteca pública

USA_09532_Boston_Luca_Galuzzi_2007
Igreja Trinity Church refletida na Torre John Hancock

 

     Enfim, seria difícil esperar mais de uma cidade do que Boston tem a oferecer. Talvez, apenas um clima mais ameno, de temperaturas menos extremas, já que desde que eu cheguei a temperatura não ficou positiva um só minuto. Mas bem, com a neve vem a possibilidade de esquiar, então nem mesmo isso é um defeito grave!

     Acho que deu pra perceber bem minhas impressões da cidade até o momento. Uma descrição mais detalhada das atrações e monumentos de Boston eu deixo para os próximos posts!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Aterrisando ou caindo de pára-quedas?

     Após 4 anos, desde a viagem à trabalho no casino Foxwoods, estou de volta à Boston. Engraçado, algumas coisas ficam guardadas na memória pra valer mesmo, e não há nada que as façam sair. Alguns lugares em Boston eu vi apenas uma vez em 2004, sem sequer prestar muita atenção. Mas, ainda assim, ao retornar a esse mesmo lugar eu tinha a certeza de que já havia estado lá antes.

     Cheguei no horário previsto. Às 13h30 já estava pegando o ônibus que me levaria à estação de metrô. Às 14h00 já estava perdido no centro da cidade, sem saber pra onde ir. Ou seja, tudo como era de se esperar, nenhuma novidade. Na estação de metrô perguntei por Bay State Road e ninguém soube me informar a direção. Disseram que eu devia estar enganado, já que não havia nenhuma rua na região com esse nome. Minha solução foi ir ao McDonalds mais próximo, usar a internet e checar no GoogleMaps novamente as direções. De posse de um esboço de mapa em minha mão, saí andando e descobri que o lugar ficava bem perto de onde já estava, o que foi uma sorte enorme, já que as malas pesavam e minhas mãos e orelhas já congelavam.

     Por falar em mãos e orelhas congelando, este foi o primeiro choque em território americano: o choque térmico. Burocracia na imigração, aeroportos super grandes e ricos, muita gente gorda pelas ruas, pra tudo isso se prepara psicologicamente. Mas para o frio não tem jeito mesmo. Foi a conta de sair do aeroporto para que eu percebesse que todo o agasalho que eu havia preparado ainda não era suficiente.

     Terminada a batalha para encontrar um teto, deixei minhas malas e saí para almoçar. O prato? Um belo de um McDonald’s, que era o restaurante mais próximo da casa onde eu estava. E, na fome e na economia que eu tava, até lavagem de porco descia. McDonald’s então, era comida de luxo!

     Finalmente, lembrei a tempo que, como dormiria no sofá, minha noite seria sofrida sem agasalho adequado. Saí então em busca de um cobertor, jornada esta que me tomou um bom tempo, mas terminou vitoriosa. Comprei um cobertor fino e quente pela bagatela de 10 dólares. Maravilha!

     Vale a pena contar ainda a coincidência absurda que foi encontrar, na mesma casa em que estou nesse momento, uma pessoa que trabalha no mesmo laboratório que eu, e para a mesma professora. Considerando que Boston possui mais de meio milhão de habitantes, Cambridge possui mais de 10 universidades, o MIT possui mais de 4000 alunos e mais de 30 departamentos, e o meu departamento possui mais de 100 professores, fica aí o registro do tamanho da coincidência que foi ter uma pessoa trabalhando para a mesma professora na mesma casa em que cheguei. Bom que assim eu tenho alguém pra me mostrar o MIT, pra me levar até o prédio certo, e pra me ajudar com alguma coisa que eu precise fazer, caso seja necessário.

     E foi assim que eu aterrisei caindo de para-quedas nesse mundo novo. Se antes a ficha não tinha caído que eu estava em outro país, agora sem dúvida caiu. Fica pros próximos posts então minhas (re)impressões sobre Boston e o MIT.