quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O Fabuloso Destino de Cazé...

     O que dizer de Paris?

     Espero, nas próximas linhas, tentar traduzir em palavras um pouco do que eu senti nesses últimos dias, embora já tenha a certeza de que tudo o que eu disser continuará sendo irrelevante perto da sensação de ver a Cidade das Luzes ao vivo e a cores (e que cores!).

     Paris é mais ou menos aquilo que todo mundo imagina... Lindos edifícios com uma marcante arquitetura, monumentos mundialmente conhecidos, cidade agitada, vida boêmia, bares, cafés, cabarés, e história... muita história. E tudo isso junto, combinado de maneira incrivelmente harmoniosa. É o tipo de cidade que faz jus a toda a fama que recebeu (ou melhor, que construiu).

     Comecei a viagem na manhã de quinta-feira. O albergue, escolhido a dedo, já mostrou que atenderia bem às minhas expectativas. Localizado bem no meio de Montmartre, a menos de cem metros da Sacre-coeur e a menos de quinhentos do Moulin Rouge, já estava bombando de gente. Me ofereceram um café-da-manhã de brinde, com um bem típico Croissant parisiense para começar o dia.

     Cheguei no albergue por volta das 8 e pouco, onde deixei minhas malas e saí pra bater perna. Peguei o mapinha do metrô, e, como ainda não tinha destino certo, apenas fui fazendo as conexões de modo a chegar em qualquer lugar perto do centro. Maravilha, saí em St. Michel, já de cara com uma vista da catedral de Notre-Dame. Descobri um tour guiado que sairia daquele mesmo ponto dentro de pouco tempo, que passaria pelos principais pontos da cidade. O melhor de tudo: o tour era grátis! Não tinha o porque de não fazer...

Início do Tour

Catedral Saint Michel

     Então, já nas minhas primeiras horas de Paris já estava passeando na beira do Senna, passando pela Catedral de Notre-Dame, Ponte Neuf, Louvre, Jardin des Tuileries, Place de la Concorde, Arc de Triomphe, Hôtel des Invalides, e vários outros pontos turísticos. Tudo a pé, do jeito que deve ser! O guia do tour se mostrou ser excepcional, muito divertido e com um conhecimento absurdo sobre a cidade. Logo entendi que apesar de grátis, ele receberia uma boa quantia de gorjetas ao final do tour, pelo ótimo trabalho.

Museu do Louvre

Place de la Concorde

     Logo após o tour já fiz um pit-stop no Arc de Triomphe, onde subi e já pude curtir uma ótima vista da cidade! Andei pela Champs-Elysées, comi um crepe, e de lá fui ao Museu d`Orsay. Incrível museu, com obras dos principais artitas impressionistas, de Monet à Van Gogh. Às 9 já estava denovo em St. Michel pronto para o Pub-crow que rolaria com a mesma galera que fez o tour. E assim foi a primeira noite: 5 bares, free-shots de vokda, e um nightclub no final. Não podia ter começado melhor!!!

Arc de Triomphe

     O segundo dia também não deixou nada a desejar. Encontrei a Ju, Carla e Melissa e fomos para o parque em frente a Torre-Eifell. Fizemos um bom pique-nique, e, de barriga cheia, fomos denovo à Catedral de Notre-Dame. Dessa vez entramos, e, como era de se esperar, babamos. A grandiosidade da "Nossa Dama" faz qualquer outra igreja que já vi parecer uma capelinha...

Torre Eiffel

Catedral de Notre Dame

     Aproveitando que era sexta e já estava no fim da tarde, fomos ao Louvre (minha mais esperada atração) e aproveitamos a entrada-gratuita a que tínhamos direito. Sim, ele é realmente gigante, e digo que minhas três horas de caminhada não foram suficientes para ver nem metade do que eu queria. Mas pelo menos tive a oportunidade de ficar babando nas seções da Grécia antiga e da civilização egípcia.

Museu do Louvre

     A noite terminou com uma nova visita à Torre Eifell, dessa vez durante a noite, quando ela está magnificamente iluminada e, eventualmente, faz um show de luzes que faz inveja até no Papai Noel. E então um barzinho de leve pra fechar com chave de ouro... Nada de balada, o dia seguinte seria pesado...

     E foi... Passamos o sábado em Versailles, visitando o Palácio Real e o singelo jardim do mesmo. Pequeno jardinzinho... Entender a Revolução Francesa fica mais fácil quando você vê com seus próprios olhos como é possível gastar tanto dinheiro público com luxos da família real.

Jardins do Palácio de Versailles Palácio de Versailles 

 

Jardins do Palácio de Versailles

     Na volta me separei das meninas e, felizmente, cheguei no Moulin Rouge a tempo de encontrar o grupo de mais um Free Tour. Dessa vez o tour seria pela charmosa Montmartre, berço de vários grandes artistas que já passaram pelo mundo. E esse foi o ponto mais alto da viagem. Impossível descrever a sensação que aquele lugar passa! Mas você pode concluir que realmente deve haver algo de especial no bairro onde já moraram Picaso, Van Gogh e vários outros artistas, onde nasceu o movimento surrealista, onde existem hoje várias produtoras de cinema e onde foram filmados os filmes Moulin Rouge e Amelie Poulain. Só isso...

Moulin Rouge

Catedral de Sacre Coeur

     Última noite em Paris, claro, não podia terminar de outra forma que não uma boa balada. Como estava fascinado pelo bairro resolvi ficar por lá perto mesmo, onde encontrei um boa boate e pude viver um pouco da boemia do lugar. Perfeito.

     Já comecei o dia de domingo com saudade da viagem que estava prestes a terminar. Tinha ainda o dia inteiro, mas esse tempo parecia incrivelmente curto perto do quanto eu ainda gostaria de ficar. Arrumo minha mochila e saio em busca de mais alguma coisa que possa me surpreender. E, mais uma vez, Paris mostrou que não deixa ninguém na expectativa mesmo.

     Passei várias das minhas últimas horas em Paris no Centro de Artes Pompidou, um dos grandes centros de exibição de arte moderna e contemporânea do mundo. E, sendo eu um grande admirador (apesar de nada entendedor) de arte moderna, pude ficar delirando em outros mundos por um bom tempo naquele lugar.

Centro de Artes Pompidou

     Uma breve visita à Place de la Bastille - um dos pontos principais ligados à Revolução Francesa - e outra ao Cimetière Du Père Lachaise - famoso por ser onde repousam famosos como Oscar Wilde, Chopin, Jim Morrison - foram as últimas paradas antes de um bom lanche da tarde num típico café parisiense, que, infelizmente, já era caminho para a estação de trem que me levaria de volta à Berna.

Place de la Bastille Cimetière Du Père Lachaise

     Volto pra casa com um gostinho de quero mais... Com a tristeza de deixar para trás a mais bela cidade que já visitei, mas com a tranquilidade da certeza de que não tarda minha volta.

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