sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O renascimento do blog

     Gostaria de agradecer a todos pelas visitas freqüentes ao blog. Após atingir uma média diária de 20 visitas, durante minha viagem pela Europa e Ásia, o blog passou por uma fase de hibernação – tanto de visitar quanto de posts. O média diária caiu abruptamente, para aproximadamente 2 visitas diárias.

     É com grande felicidade, no entanto, que eu apresento os resultados do mês de Janeiro. Comprovando o fim da hibernação, o gráfico a seguir mostra que a média diária de visitas após o início da viagem reascendeu a 10, atingindo o pico de 23 ontem!

Dashboard 
     Tenho certeza de que vamos conseguir levantar a média novamente para os 20 que conhecíamos no primeiro semestre! Só depende de vocês! Portanto, meu apelo é que vocês, leitores, comentem mais os meus posts. Vale fazer elogio, pergunta, crítica – vou adorar saber caso o post não esteja interessante – e, obviamente, comentários genéricos, sem nenhuma função específica. O importante é comentar! Combinado?

EU!

     Tendo pouco para falar que não seja do conhecimento dos meus leitores, limitarei o post a algumas informações pessoais de grande importância: meus contatos.

     Anotem aí, portanto, como proceder para me encontrar durante minha estadia na gringolândia.

  • Telefone Celular:

+1 (617) 510-7903

Para fazer ligações basta discar os números na seqüência, substituindo o símbolo de “+” por “00xx”, onde xx é o código da operadora de longa distância do Brasil.

  • Endereço Residencial:

111 Bay State Rd.
Boston, MA – 02215
United States

  • Endereço no MIT:

Massachusetts Institute of Technology
Building 46 – Brain and Cognitive Sciences
Room 46-4127A
43 Vassar St.
Cambridge, MA – 02139
United States

  • Telefone no MIT:

+1 (617) 452-2526

Para fazer ligações basta discar os números na seqüência, substituindo o símbolo de “+” por “00xx”, onde xx é o código da operadora de longa distância do Brasil.

 

     Fiquem todos à vontade para me ligar, enviar mensagens de texto para o meu celular, ou enviar cartas (ou presentes!). Agora, com todos os meus dados, não tem mais desculpa de que eu sumi e não tem como me encontrar!

     Vou ficar esperando!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MIT Student House

     Continuando a seqüência decrescente de abordagem, este post vai tratar de algo já mais pessoal e menos abrangente, que é a casa onde estou morando. Esse ambiente um tanto quanto peculiar, que procurarei descrever nas próximas linhas, possui um nome nada criativo: MIT Student House.

     Subsidiado pelo MIT, esse ILG (Independent Living Group) abriga aproximadamente 25 estudantes, com uma taxa de excentricidade próxima de 100%. Localiza-se fora do Campus do MIT (chamado off-campus housing), no endereço 111 Bay State Rd. Porém, apesar de se localizar em uma das regiões mais ricas de Boston, a Student House é provavelmente a opção mais barata de moradia fora do Campus - graças ao subsídio do MIT - e a mensalidade baixa pode ser mantida graças aos trabalhos domésticos semanais realizados pelos moradores, o que dispensa a contratação de qualquer profissional terceiro.

     Os moradores são, em sua maioria, americanos, o que diferencia um pouco esse ILG de outros que possuem uma receptividade maior de estudantes estrangeiros. No entanto, dos aproximadamente 25 moradores existem um alemão, três ingleses e dois brasileiros (incluindo o que vos escreve). Mas, apesar de a grande maioria ser americana, deve-se ressaltar que os olhos puxados são regra na casa, fazendo valer o ditado que em terra de olho puxado quem tem traço ocidental é uma aberração.

     Como disse, a excentricidade dos moradores é alta. Respeitando o padrão do MIT, são todos visivelmente nerds (daqueles que são facilmente reconhecíveis), mas nerds no bom sentido, não o nerd bitolado que geralmente é associado à palavra no Brasil. São, pelo contrário, o nerd que faz jus à máxima: “O mundo é dos nerds”. Muitos deles tocam algum instrumento, com maioria óbvia para piano, mas incluindo violão, baixo, bateria, saxofone e talvez algum outro que eu ainda não tenha descoberto. Para dar suporte ao talento, existe uma sala de música no primeiro andar contendo piano, violão e bateria (e uma sinuca e um pebolim, pros intervalos).

     A livraria, no segundo andar, tem uma coleção de livros invejável, provavelmente construída e equipada ao longo dos anos pelas inúmeras pessoas que já passaram pela casa. Livros de exatas em sua maioria, mas também de idiomas, política, filosofia, história e literatura em geral. Também na livraria, 3 computadores ficam à disposição de quem estiver cansado dos respectivos laptops, cada qual com um Sistema Operacional (Linux, MacOS e Windows). Tudo para favorecer o ambiente “nerd”.

     Alguns outros detalhes podem até passar batido aos olhos de alguns, mas não passaram aos meus. Pôsteres de quadros de Picasso espalhados por toda a casa, até mesmo dentro dos banheiros, esculturas em vidro decorando a casa, e pinturas psicodélicas em algumas paredes mais escondidas. No entanto, nada que surpreenda muito, afinal, o próprio ambiente do ITA e H8 não se distancia muito.

     Enfim, essa é a casa onde estou vivendo atualmente. Não podia ter dado mais sorte: estou pagando pouco, tenho um ônibus do MIT que me busca da porta de casa e me deixa em frente ao MIT de 20 em 20 minutos, jantar grátis todos os dias e, principalmente, o piano, com dezenas de métodos e muito o que estudar!

     Difícil só vai ser me concentrar na pesquisa, com tanto o que fazer!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Departamento de Ciências Cognitivas e do Cérebro

     Vou contar um pouco agora sobre o departamento no qual eu trabalho. Nao vou entrar em detalhes específicos da pesquisa que eu estou fazendo, mas sim dar uma visão geral do que o departamento estuda.

     Localizado no prédio mais novo do MIT, o predio 46, o departamento de Ciências Cognitivas e do Cérebro faz vizinhanca a dois institutos irmãos: O Instituto Picower para estudo do Aprendizado e Memória, e o Instituto McGovern para pesquisas do Cérebro. Assim, o prédio mais novo do MIT estuda também o campo mais novo da ciência, e, hé quem o diga, o mais promissor.

Prédio


Vistas frontal e lateral do prédio 46

Vista frontal

     O departamento de Ciências Cognitivas e do Cérebro, ao qual estou vinculado no MIT, tem sua pesquisa situada no ponto de encontro da Neurociência com a Biologia e com a Psicologia. Combinando essas três disciplinas, ele estuda aspectos específicos do cérebro e da mente inluindo: visão, sistemas de movimento, aprendizado e memória, desenvolvimento neural e cognitivo, linguagem e razão. Assim, utilizando das mais modernas técnicas e ferramentas científicas, busca responder às questões fundamentais e universais sobre como o cérebro e a mente trabalha.

     Nessa jornada de estudo do cérebro humano, o estágio de exaustivo e lento progresso dá lugar hoje em dia a uma era promissora, de progresso e velocidade. Poderosas e novas ferramentas e teorias, muitas delas desenvolvidas no MIT, têm criado um momento de oportunidades extraordinárias e uma chance irresistível de resolver os complicados e persistentes quebra-cabeças do cérebro e da mente.

  olhando pra cima
Fachada  
  Entrada

    Uma vez que o cérebro humano é imensamente complexo em suas várias e diferentes formas, a pesquisa no MIT busca compreender cada nível de organização: de moléculas para células, para circuitos e, finalmente, para os mistérios da mente propriamente ditos. À medida em que são estudadas suas doenças e desordens, seu desenvolvimento e proezas diárias, como visão, fala, movimento e memória, são também integrados métodos e teorias de cada área de pesquisa do cérebro. Esse nível de diversidade, incomum à outras áreas científicas, promove uma atmosfera criativa que fomenta colaborações promissoras.

     Por se situar na fronteira entre diversas áreas do conhecimento, o departamento de Ciências Cognitivas e do Cérebro valoriza a diversidade. Assim, dentre o corpo docente e discente podem ser encontrados cientistas com as mais diversas experiências: de engenheiros a filósofos, de médicos à matemáticos, de físicos à psicólogos, de biólogos e químicos à cientistas de computação. Só assim e possível estabelecer uma cooperação plena entre as tão distintas faces da mente.

     Apesar de ser um campo tão promissor, vivendo um período de tantos sucessos, os milhares de institutos presentes em todo o mundo (inclusive no Brasil) não possuem a mesma diversidade e o mesmo intercâmbio de conhecimento entre diferentes áreas como no MIT. Inevitavelmente, nenhum lugar do mundo sequer chega perto de seu número tão grande de conquistas e pesquisas em andamento.  Nesse contexto, o MIT lidera a busca mundial para entender o dispositivo de processamento de informacões mais complexo, sofisticado e poderoso conhecido: o cérebro humano.

Cérebro

sábado, 24 de janeiro de 2009

M.I.T.

     Continuando a seqüência, vou falar agora sobre o lugar específico de Boston que eu freqüento todos os dias: O MIT. Abreviação para Massachusetts Institute of Technology (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o MIT é uma instituição de ensino superior, particular, localizada na cidade de Cambridge. Cambridge é uma cidade conurbada a Boston, e as cidades são tão próximas que, mesmo morando em Boston, levo menos de meia hora de caminhada para chegar até o MIT, em Cambridge.

     O MIT possui atualmente um total de 32 departamentos acadêmicos em diferentes áreas do conhecimento, tendo sua maioria uma grande ênfase em pesquisa científica e tecnológica. Foi fundado em 1861, e possui atualmente pouco mais de 4000 estudantes de graduação, 6000 de pós-graduação e cerca de 1000 professores. Dentre seus afiliados podem ser contados 72 prêmios Nobel, 47 Medalhas Nacionais da Ciência, dentre vários outros prêmios e láureas.

Logo

     É impressionante a estrutura da faculdade. Distribuída em um conjunto de cerca de mais de 50 prédios no sul de Cambridge, possui Praça de Alimentação, bancos, salas de música, lojas de conveniência, restaurantes de todo tipo e todo tipo de coisa que possa servir de alguma forma a seus estudantes e professores. Possui também uma academia com um padrão inimaginável, do tipo que eu nunca vi no Brasil, além de piscina e quadras de todo tipo de esporte. Tudo isso a disposição. É como uma mini-cidade, mas uma cidade da qual a grande maioria da população é jovem, onde todos são incrivelmente inteligentes, onde não há violência, as ruas e prédios são limpos, quase todos andam a pé ou de bicicleta, e onde o principal produto exportado é o conhecimento, na forma de ciência e tecnologia.

     Ainda sobre a estrutura do MIT, tem o detalhe de que ele possui, dentro de seu campus, um centro médico enoooooorrrrmeeee, tanto de pesquisa quanto de atendimento, incluindo um hospital também enooooorrrmeeeee, considerado um dos melhores da cidade.

entrada
Entrada principal do MIT 

 
 

Student Center
Student Center, onde se concentram as  facilidades para os estudantes

     Vale lembrar que o ITA, no Brasil, foi idealizado aos moldes do MIT. Tudo foi copiado, de forma saudável, mas descaradamente. Acontece que os cinqüenta e poucos anos de história do ITA foram suficientes para fazê-los distanciar o suficiente para que hoje as duas instituições não tenham mais quase nada em comum (a não ser o fato de que o ITA ainda se espelha no MIT). Mas naquele início, até mesmo o corpo de professores do ITA foi constituído a partir de professores do MIT, e algumas aulas eram ministradas em inglês por causa disso.

     Uma coisa que o ITA tem de muito legal são as iniciativas. Grupos de alunos com interesses em comum, que se reunem periodicamente para discutir, aprender, administrar ou produzir alguma coisa. Como não poderia deixar de ser, as iniciativas também são reflexo de uma característica do MIT: os grupos. O MIT Groups, coordenado pela ASA – Association of Students Activities, http://web.mit.edu/asa – inclui grupos de interesse em TODO E QUALQUER tipo de atividade. É algo inacreditável mesmo. Quer um grupo de teatro? Ou um de malabares? Hockei na grama? Estudantes brasileiros no MIT? Estudantes do Sri-Lanka no MIT??? Tudo isso você encontra. Se achou pouco, pesquise o site acima e encontrará raridades como grupo de estudo de esperanto, grupo anti-preconceito de mulheres engenheiras, grupo de origami e até grupo de estudantes GLS (pelo menos aqui eles não se escondem).

     Muito interessante também são as fraternidades, típicas de universidades americanas. Fraternidades são grupos de alunos amigos que ajudam uns aos outros. São chamados entre si de “irmãos”, e, teoricamente, devem fazer de tudo para ajudar os companheiros de fraternidade. A conseqüência prática disso é que eles vivem nas casas das fraternidades, que são casas enormes administradas (e subsidiadas) pelo MIT, e que possuem o consenso do mesmo para que sejam realizadas as chamas “festas de fraternidade”. Ou seja, pense num ambiente a-lá H8, com cerca de 30 alunos morando numa mesma casa, estudando juntos e fazendo festas constantemente. A única diferença em relação ao H8 é que nas fraternidades os grupos são menores, e, portanto, as personalidades dos integrantes são mais parecidas, enquanto que no H8 as personalidades são o completamente diferentes entre si (o que eu considero um ponto positivo pro ITA).

 

Infinite corridor
“Corredor Infinito”, que leva da entrada aos principais prédios 

Simmons Hall
Simmons Hall

 

     O aluno que entra no MIT tem então três oportunidades de moradia: pode escolher morar em uma fraternidade, pagando pouco por isso (devido ao subsídio do MIT), vivendo com um bando de amigos e fazendo festas constantemente; pode escolher morar off-campus, ou seja, numa moradia independente, pagando mais por isso mas fugindo da baderna das fraternidades; ou pode escolher uma opção intermediária, que são os ILG (Independent Living Group). Os ILG são casas também subsidiadas pelo MIT, do mesmo tipo das fraternidades, com a única diferença que as festas e badernas não são tão constantes. E também não existe o blábláblá de irmão, nos ILG todo mundo é amigo e pronto. Nos próximos posts eu falarei melhor dos ILG, pois é o tipo de residência em que eu estou morando atualmente.

     Eu falei um pouco acima da estrutura do MIT, que possui mais de 50 prédios agrupados no sul de Cambridge. Uma coisa que me chamou muito a atenção com relação às faculdades de Boston, incluindo aí o MIT, é que elas são totalmente abertas. Não existe uma delimitação exata de onde seria o campus da universidade, ele fica misturado com a cidade mesmo. Tão misturado que as ruas da cidade passam normalmente dentro do campus, e se existem três prédios ali naquela esquina, um pode ser um shopping center, o outro um prédio residencial, e o outro um laboratório de física quântica com um acelerador de partículas que pode destruir o mundo em alguns segundos. Legal, né?

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Stata Center – Prédio de Filosofia e Inteligência Aritificial 

 
 

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MIT “hacks”: Prédio do Corpo de Bombeiros de Boston em cima da cúpula do prédio 

    Para terminar, gostaria de citar alguns dos famosos alumni que fizeram com que esta instituição se tornasse tão renomada. Políticos aos montes, incluindo presidentes da Colômbia, Costa Rica, primeiro  ministro de Israel, Governadores e Chefes de Estado dos EUA, e o tão falado Ben Bernanke, presidente do Fed. No ramo de tecnologia então, o número assusta: fundador da HP, da Lotus, inventor do mouse óptico, do circuito integrado, e inúmeros CEO’s de grandes companhias do ramo. E, além disso, vem na lista 33 astronautas, incluindo aí o segundo homem a andar na Lua, Buzz Aldrin, e os 72 prêmios Nobel incluindo o Nobel da Paz Kofi Annan e o físico considerado o mais influente desde Einsten, Richard Feynman. É mole?

     Sim, é esse o lugar onde eu estou atualmente. Não estudando, AINDA, mas trabalhando e aprendendo cada dia mais. Criando meios para que, quem sabe, um dia eu também entre na lista de estudantes que já passaram por esta instituição.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Boston

P.S. As imagens aqui exibidas não são de minha autoria (o que pode ser facilmente visto pela época do ano em que foram tiradas)

     Seguindo a seqüência decrescente de localidades, me abstenho de falar do estado de Massachusetts – que não possui um número de peculiaridades suficiente para constituir um post próprio – para falar logo da Grande Boston. Digo Grande Boston porque não falarei aqui exclusivamente da cidade de Boston, mas também das redondezas, incluindo aí a cidade de Cambridge, onde se localiza o MIT.

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Visão panorâmica de Boston a partir da margem norte do Charles River

      Vou começar o post com um texto retirado e traduzido do site do Lonely Planet:

     “O Berço da Liberdade. O centro do Universo. A Atenas da America. Esses são alguns dos grandes adjetivos para uma cidade de médio porte. Mas Boston faz jus a eles. Com sua rica história, arquitetura grandiosa e instituições culturais e acadêmicas renomadas mundialmente, a cidade retém e irradia a glória que ela conquistou durante os últimos quatro séculos.

     Foram os Puritanos que saíram a procura de liberdade religiosa e fundaram Boston como sua "cidade reluzente nas montanhas". No século seguinte, os "Filhos da Liberdade" nasceram em Boston, onde beberam e festejaram até que as colônias se encontrassem em meio a uma "Guerra pela Independência". Cem anos depois, foram os poeta e filósofos de Boston que estavam liderando uma revolução cultural - lutando por causas como o abolicionismo, feminismo e o trancendentalismo.

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Vista aérea de Boston

 
 

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Região de BackBay e Prudential Tower ao fundo

     Essa é a parte da história, mas a Boston de hoje em dia cumpre essas promessas. Boston está entre as cidades que mais "pensam à frente" e mais "quebram barreiras e paradigmas" dos EUA. Essa característica é mais evidente na política, onde Boston está à frente de discussões polêmicas como casamento entre pessoas de mesmo sexo e acesso universal ao sistema de saúde. É também visível na paisagem em constante mudança da cidade, uma vez que Boston é atualmente o cenário de uma arquitetura de altíssimo nível e palco de projetos de planejamento urbano inovadores.

     Culturalmente, Boston está espalhando sua boa reputação à medida que artistas, literários, músicos e cinegrafistas redescobrem os ricos recursos da cidade e criam outros. Com a recente explosão de estúdios de vanguarda e a abertura do Instituto de Arte Contemporânea, Boston está preparada para desempenhar um papel mais proeminente nas artes visuais do que nunca.

     Mas nenhum elemento sozinho influenciou a cidade tão profundamente quanto suas instituições educacionais. Com o passar dos anos, as faculdades e universidades de Boston atraíram professores, cientistas, filósofos e escritores que prosperaram e contribuíram com a cultura envolvente da cidade. A Boston de hoje em dia não é exceção, já que continua atraindo estudantes de todo o mundo. De Setembro até Maio, a cidade transborda sua exuberância. Essa renovável fonte de energia cultural apóia eventos esportivos, festivais de cinema, galerias de arte, cenários musicais, cafés e pubs.”

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Estação de metrô South Station

     A capital do estado de Massachusetts é também uma das cidades mais antigas dos EUA, e é considerada o centro econômico e cultural da região. E o melhor, é a cidade onde moro atualmente, e onde ficarei (pelo menos) pelos próximos meses.

     Pessoalmente falando, uma impressão muito forte que eu tenho da cidade (e já tinha quando vim em 2004) é a de que Boston é uma cidade compacta e eficiente. A região de Boston, por si só, é pequena demais para o tamanho da fama que recebe. Sua região metropolitana pode ser facilmente conhecida em um dia de caminhada, embora o considerado “sistema de metrô mais eficiente do mundo” facilite bastante as coisas, reduzindo esse tempo. A conclusão é uma só: Boston, naquele espaçozinho pequeno, tem tudo aquilo pelo qual é famosa. Está tudo ali, pertinho de você. Grandes marcas, grandes empresas, arquitetura invejável, restaurantes, bares e pubs de primeira qualidade, as mais famosas universidades, etc. Não precisa nem andar muito, Boston concentra tudo isso perto de você, sem tirar o clima de uma cidade pequena, sem muita gente andando pelas ruas e sem um transito caótico de uma cidade do mesmo porte.

 

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Praça Copley Square e biblioteca pública

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Igreja Trinity Church refletida na Torre John Hancock

 

     Enfim, seria difícil esperar mais de uma cidade do que Boston tem a oferecer. Talvez, apenas um clima mais ameno, de temperaturas menos extremas, já que desde que eu cheguei a temperatura não ficou positiva um só minuto. Mas bem, com a neve vem a possibilidade de esquiar, então nem mesmo isso é um defeito grave!

     Acho que deu pra perceber bem minhas impressões da cidade até o momento. Uma descrição mais detalhada das atrações e monumentos de Boston eu deixo para os próximos posts!

sábado, 17 de janeiro de 2009

EUA

     Quatro anos depois, cá estou eu denovo. De volta à terra do Tio Sam. Ao berço do capitalismo, ao centro econômico do mundo, ao país que dita regras e cria tendências para o mundo, à casa de Homer Simpsons e à terra onde quem tem menos de 100kg é considerado anorexo. Sim, estou de volta aos Estados Unidos da América, e a sensação de estar aqui, como não poderia deixar de ser, é a mesma: estou num seriado da Fox ou num filme da Warner.

     Há pouco o que falar desse país que não seja de conhecimento geral. Entretanto, era necessário criar um post com esse nome para iniciar a seqüência decrescente de localidades que está prestes a começar. Sendo assim, vou me esforçar para trazer não fatos históricos ou culturais, como vinha fazendo com os outros países que visitei, mas pura e simplesmente minhas impressões e sensações vividas nesses poucos dias que aqui estou.

     Vamos começar com o que é então mais importante nos EUA: o dinheiro. Digo isso porque, assim como para todo americano, o dinheiro deve vir antes de tudo. Portanto, começo minha análise com o dito cujo. Não há como não perceber, o país mais rico do mundo reflete sua riqueza em tudo o que vemos. No aeroporto já podemos notar a grandiosidade, a quantidade de dinheiro absurda que foi investida. Logo ao sair, temos a mesma impressão nos ônibus, e em seguida, nas estradas. Ao pegar o metrô, não é diferente: até mesmo dentro dos túneis do metrô existe muito dinheiro investido, claramente visível, e muito diferente dos outros metrôs do mundo. Saindo do metrô, a mesma coisa: prédios imensos, novos com arquitetura de velhos, brilhantes, letreiros luminosos, a cidade limpa, impecável, jornais grátis nas esquinas, carrões em toda parte. Não dá mesmo pra evitar, o dinheiro está em toda a parte. Sensação assim eu só tinha sentido na Suíça, que creio ser o único país com uma concentração de dinheiro investido tão grande.

     Economicamente, no entanto, a Suíça não possui o capitalismo tão evidente quanto os EUA. Falarei portanto dessa máquina que, tão eficientemente, produz mais e mais daquilo sobre que discorri no parágrafo anterior. Comprar nunca foi tão fácil: lojas, marcas, restaurantes, shoppings ou qualquer outra coisa em que seja possível gastar dinheiro estão em todos os lugares. Dou o exemplo do aeroporto, que foi onde tive essa primeira impressão. Apesar de ter visivelmente uma concentração de dinheiro enorme, como disse anteriormente, tão grande quanto nos países mais ricos, esse aeroporto possui uma peculiaridade: compra-se de tudo, e com uma facilidade absurdamente grande. Restaurantes, fast-foods, máquinas de refrigerante, bancas, telefones públicos, internet, lojas de souvenirs, e qualquer outra coisa comprável está lá. Em outros aeroportos também, mas nunca com uma concentração tão grande! Na cidade então, a situação é ainda mais acentuada. Nem mesmo as universidades escapam, já que é possível encontrar praças de alimentação, lojas de conveniência, bancos e livrarias dentro do próprio campus. No país onde comprar é um estilo de vida, é difícil ver seus dólares acomodados na carteira por muito tempo.

     No âmbito cultural, Hollywood mostra com muito mais eficiência que o meu blog como são os americanos. Excessão feita, é claro, para o peso médio do americano retratado nos filmes, que deve ser pelo menos uns 20kg menor que a média real da população. Também, não poderia ser diferente, com uma comida formada basicamente por gordura. Se quer um restaurante, basta andar alguns passos: Um McDonald’s ali, um Burger King lá, Dunking Donut’s acolá, KFC na esquina, Wendy’s no outro quarteirão, Pizza Hut do lado, Starbucks atrás. Se procurar bem até encontra um restaurante de verdade, mas ao olhar o cardápio, vê-se logo Pizza, Sandwich, Hamburguers, Sodas, etc. Correção: restaurantes chineses estão em toda parte, e, eventualmente, encontra-se também um restaurante internacional. Mas que são excessão, isso não há dúvidas. Com ovos mexidos e bacon de café da manhã, frango frito no almoço, uma pizza e um hamburguer à noite e café e refrigerante o dia todo, é de se esperar que o peso médio do americano tenha mais de dois dígitos.

     De resto, basta alugar um filme na Blockbuster para viajar aos EUA: as mesmas conversas fúteis dos filmes de adolescentes, os mesmos relacionamentos das comédias românticas, o humor de Friends, e o lifestyle dos Simpsons.

     Mas não sejamos injustos. Não se pode reduzir o país-modelo do mundo às poucas e duras linhas acima. Nesse país de cinema há também características invejáveis, que o colocam anos-luz à frente do Brasil e de muitos outros países em condições similares. Estou falando do sistema de saúde invejável, com os melhores médicos e hospitais do mundo, da melhor e mais preparada polícia e Forças Armadas, da maior produção tecnológica e científica, melhores esportistas, e, mais aplicável ao meu caso, das melhores universidades do mundo. E isso não se discute!

     É claro! Também, né, se assim não fosse, cá não estaria eu novamente!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Aterrisando ou caindo de pára-quedas?

     Após 4 anos, desde a viagem à trabalho no casino Foxwoods, estou de volta à Boston. Engraçado, algumas coisas ficam guardadas na memória pra valer mesmo, e não há nada que as façam sair. Alguns lugares em Boston eu vi apenas uma vez em 2004, sem sequer prestar muita atenção. Mas, ainda assim, ao retornar a esse mesmo lugar eu tinha a certeza de que já havia estado lá antes.

     Cheguei no horário previsto. Às 13h30 já estava pegando o ônibus que me levaria à estação de metrô. Às 14h00 já estava perdido no centro da cidade, sem saber pra onde ir. Ou seja, tudo como era de se esperar, nenhuma novidade. Na estação de metrô perguntei por Bay State Road e ninguém soube me informar a direção. Disseram que eu devia estar enganado, já que não havia nenhuma rua na região com esse nome. Minha solução foi ir ao McDonalds mais próximo, usar a internet e checar no GoogleMaps novamente as direções. De posse de um esboço de mapa em minha mão, saí andando e descobri que o lugar ficava bem perto de onde já estava, o que foi uma sorte enorme, já que as malas pesavam e minhas mãos e orelhas já congelavam.

     Por falar em mãos e orelhas congelando, este foi o primeiro choque em território americano: o choque térmico. Burocracia na imigração, aeroportos super grandes e ricos, muita gente gorda pelas ruas, pra tudo isso se prepara psicologicamente. Mas para o frio não tem jeito mesmo. Foi a conta de sair do aeroporto para que eu percebesse que todo o agasalho que eu havia preparado ainda não era suficiente.

     Terminada a batalha para encontrar um teto, deixei minhas malas e saí para almoçar. O prato? Um belo de um McDonald’s, que era o restaurante mais próximo da casa onde eu estava. E, na fome e na economia que eu tava, até lavagem de porco descia. McDonald’s então, era comida de luxo!

     Finalmente, lembrei a tempo que, como dormiria no sofá, minha noite seria sofrida sem agasalho adequado. Saí então em busca de um cobertor, jornada esta que me tomou um bom tempo, mas terminou vitoriosa. Comprei um cobertor fino e quente pela bagatela de 10 dólares. Maravilha!

     Vale a pena contar ainda a coincidência absurda que foi encontrar, na mesma casa em que estou nesse momento, uma pessoa que trabalha no mesmo laboratório que eu, e para a mesma professora. Considerando que Boston possui mais de meio milhão de habitantes, Cambridge possui mais de 10 universidades, o MIT possui mais de 4000 alunos e mais de 30 departamentos, e o meu departamento possui mais de 100 professores, fica aí o registro do tamanho da coincidência que foi ter uma pessoa trabalhando para a mesma professora na mesma casa em que cheguei. Bom que assim eu tenho alguém pra me mostrar o MIT, pra me levar até o prédio certo, e pra me ajudar com alguma coisa que eu precise fazer, caso seja necessário.

     E foi assim que eu aterrisei caindo de para-quedas nesse mundo novo. Se antes a ficha não tinha caído que eu estava em outro país, agora sem dúvida caiu. Fica pros próximos posts então minhas (re)impressões sobre Boston e o MIT.

Voando…

     Já postando de Miami!

     Correu tudo bem na viagem, tirando o ar-condicionado sem noção de tão frio. Cheguei no horário previsto em Miami e acabei de passar por toda a burocracia de imigração: infinitas checagens de documentos, carimbo do visto, recolhimento de bagagem, inspeção de bagagem (alfândega), novo despacho de bagagem, raio-x na bagagem de mão e em mim (sendo necessário tirar cintos e tênis) e, finalmente, estou agora aguardando o novo embarque para Boston.

     Dentro de poucas horas chego em Boston e sigo meu caminho direto para a casa da Cláudia, ITA-08`, onde ficarei hospedado por alguns dias até que eu encontre uma casa para ficar.

     Logo que possível dou novos updates da chegada.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Preparação

     Tendo voltado de um reveillon fantástico na Bahia com a Rubia, é hora de começar rapidamente as preparações para a tão esperada viagem. Passagem comprada para dia 13/01, às 01:50, São Paulo – Miami – Boston, com chegada prevista para 13/01 às 13:30 no aeroporto de Boston – Logan.

     Dividi o tempo da minha última semana entre consultas médicas, dentista, arrumação de mala, busca de lugar para ficar em Boston e preparação técnica para a pesqusia que farei. Pouco tempo para muita coisa, mas deu tudo certo. Viajei para São José dos Campos com meus pais na noite de sexta-feira, para tirar minhas coisas do H8 e trazer de volta, junto com o carro, para Divinópolis.

     Destaque para a coincidência absurda que foi encontrar o Gustavo Cabral, ITA 06, em seu caminho de Santo Antônio do Monte para a Alemanha, no mesmo ônibus que eu pegaria para São Paulo. Essa era a primeira vez que o Gustavo voltava da Alemanha desde que ele se mudara em Setembro de 2007, ou seja, a coincidência foi enorme mesmo! Convidei ele então para passar sua última noite no Brasil no meu apê do H8, e assim pudemos despedir juntos do Brasil com um bom rodízio de carnes.

     Com minhas últimas compras feitas, acabo de fechar minhas malas, e dentro de instantes estarei no ônibus rumo ao aeroporto de Guarulhos. E cá está o frio na barriga, que demorou tanto para aparecer. Tarda mas não falha!

     Hora de correr para pegar o táxi e não perder o ônibus!

Que viagem é essa?

     Antes que todo mundo começe a me perguntar sobre essa nova idéia de viagem, vou explicar em linhas gerais os motivos que me levaram a mudar tão drasticamente o que eu faria no primeiro semestre de 2009.

     Como muitos devem lembrar, desde antes mesmo do mochilão (imcompletamente descrito nas linhas deste blog) minha idéia para 2009 era viajar à Belgica, trabalhar novamente para a empresa UPS, e retornar ao ITA para me formar, no segundo semestre. Para que isso acontecesse, todos os detalhes já estavam sendo visto com bastante antecedência: visto, data de início, contrato, etc. E, com essa idéia, recomecei meu semestre no ITA após retornar da Tailândia.

     O retorno ao ITA trouxe também de volta, rapidamente, todos aqueles anseios com relação ao futuro profissional, típicos do iteano. Veio a preocupação sobre qual emprego me faria mais feliz, qual me traria melhor retorno financeiro, qual o melhor país para morar e trabalhar, dentre outras. Veio também a sensação de que o tempo de faculdade estava chegando ao fim, e, assim sendo, o tempo para “experiências” também estava terminando. Era hora, portanto, de fazer escolhar certas para minha vida.

     Com todas essas idéias pipocando em minha cabeça, tomei uma decisão muito importante. Decidi que ainda dava para fazer mais um estágio durante o semestre, para conhecer uma nova área e um novo estilo de vida, e aumentar assim as chances de fazer uma escolha acertada na época da formatura. Corri atrás então de processos seletivos de bancos de investimentos e consultorias estratégicas, que são empresas nas quais os trabalhadores seguem um estilo de vida um pouco diferente, trabalhando (muito) mais e recebendo (muito) mais ainda pelo trabalho.

     Felizmente, já nos meus primeiros processos fui felicitado com a notícia de que havia sido aprovado no processo do Credit Suisse, um dos maiores e mais sólidos bancos de investimentos do mundo. Coincidentemente, trata-se de um banco suíço, o mesmo que eu via em cada esquina quando morava ainda na Suíça. A aprovação trouxe também muita felicidade e empolgação, e o semestre do ITA que deveria ser bastante light se tornou um tanto quanto puxado.

     E foi então que as viagens quase que diárias para São Paulo, mais o trabalho desgastante das 14h às 21h, começaram a me fazer refletir novamente sobre meu futuro. Veio denovo aquela mesma sensação que eu tinha quando estava trabalhando na UPS, de que minha vida enquanto eu estava somente trabalhando era inútil, de que eu não trabalhava para mim, mas para os outros. De que o que me satisfaz realmente é aprender, e não simplesmente fazer a conta bancária dos outros crescer cada vez mais. E que um bom caminho para aprender é estudar.

     Isso tudo, ainda junto com a minha eterna curiosidade sobre o cérebro, memória, atenção, concentração, etc, me fez ter uma idéia fantástica. E se, por acaso, eu arriscasse uma carreira acadêmica, na área de Ciências Cognitivas? Era uma idéia ótima, mas como fazer isso no Brasil? Difícil… No Brasil não existem muitas oportunidades nessa área, o melhor mesmo seria ir para o exterior. Daí eu lembrei do MIT, que é uma das universidades tops do mundo nessa área, além de ser uma instituição de prestígio mundial, considerada uma das melhores do mundo. E, o melhor de tudo, uma instituição parceira do ITA no intercâmbio de alunos.

     A idéia de fazer uma pós em Ciências Cognitivas então tomou conta de mim, não conseguia mais pensar em outra coisa. Iria pra Bélgica, juntaria dinheiro e viajaria bastante, voltaria pro Brasil para me formar, e em 2010 eu aplicaria para um PhD em Ciências Cognitivas no MIT. Era uma idéia ótima, que eu só não considerava perfeita por um fator: o risco. E se eu não gostasse daquilo? E se a vida acadêmica for parada demais para mim? E se?

     Só havia então um jeito de evitar esse risco. A chance era pequena, mas valia a pena tentar. Enviaria emails para o maior número de pesqusiadores da área de Ciências Cognitivas do MIT possível, explicando minha situação, meu interesse, e pedindo uma vaga como pesquisador. Pensei então que a única coisa que mudaria meus planos para 2009 seria caso eu fosse aceito no MIT ainda antes de me formar. Se algum professor de CogSci (Cognitive Sciences – Ciências Cognitivas) me aceitasse - mesmo sendo engenheiro, sem experiência, e de um país emergente e uma universidade desconhecida internacionalmente – eu desistiria da Bélgica e anteciparia meu risco de escolher a vida acadêmica.

     Felizmente, muito felizmente, foi o que aconteceu. Em Novembro recebi minha confirmação de que havia sido aceito no MIT como Visiting Student. Nessa época eu tinha acabado de receber meu contrato assinado da UPS, com data de início do trabalho para primeiro de Dezembro. Me deu um frio na barriga terrível, mas criei coragem e recusei a oferta da UPS. O bom foi que, na conversa com meu chefe, ele se mostrou completamente do meu lado, dizendo que uma oportunidade no MIT era realmente imperdível, e que não importa quando, as portas da UPS estariam sempre abertas para mim quando eu quisesse voltar.

     Vencido este obstáculo foi só alegria. Confirmei meu início no MIT para Janeiro, após o reveillon, e já comecei minha preparação lendo infinitos papers de uma área sobre a qual nunca havia estudado nada.

     E foi assim que surgiu a idéia maluca de desistir de ir para a Bélgica, ganhar muito dinheiro e viajar denovo a Europa toda, para retornar à terra do Tio Sam, em meio à crise econômica, trabalhar de graça com algo desconhecido, apenas em troca de experiência. O próximo semestre promete ser decisivo sobre meu futuro. Caso eu goste da carreira acadêmica, vou ter as portas abertas no MIT para engrenar um PhD ou, no mínimo, terei uma carta de recomendação invejável caso resolva aplicar para uma pós em outro lugar. Caso contrário, terá sido uma experiência e tanto, terei ganhado uma linha de ouro em meu currículo, e poderei seguir feliz meu rumo fazendo a conta bancária dos outros crescer em algum lugar do mundo.

     E que venha mais essa experiência!

A História continua…

     De volta à ativa!

     Resolvi que vou deixar os posts restantes da viagem anterior para depois e reativar o blog com fatos presentes. Muita notícia fresquinha vem por aí!

     Sejam, novamente, muito bem-vindos ao É de Mattar!