Quatro anos depois, cá estou eu denovo. De volta à terra do Tio Sam. Ao berço do capitalismo, ao centro econômico do mundo, ao país que dita regras e cria tendências para o mundo, à casa de Homer Simpsons e à terra onde quem tem menos de 100kg é considerado anorexo. Sim, estou de volta aos Estados Unidos da América, e a sensação de estar aqui, como não poderia deixar de ser, é a mesma: estou num seriado da Fox ou num filme da Warner.
Há pouco o que falar desse país que não seja de conhecimento geral. Entretanto, era necessário criar um post com esse nome para iniciar a seqüência decrescente de localidades que está prestes a começar. Sendo assim, vou me esforçar para trazer não fatos históricos ou culturais, como vinha fazendo com os outros países que visitei, mas pura e simplesmente minhas impressões e sensações vividas nesses poucos dias que aqui estou.
Vamos começar com o que é então mais importante nos EUA: o dinheiro. Digo isso porque, assim como para todo americano, o dinheiro deve vir antes de tudo. Portanto, começo minha análise com o dito cujo. Não há como não perceber, o país mais rico do mundo reflete sua riqueza em tudo o que vemos. No aeroporto já podemos notar a grandiosidade, a quantidade de dinheiro absurda que foi investida. Logo ao sair, temos a mesma impressão nos ônibus, e em seguida, nas estradas. Ao pegar o metrô, não é diferente: até mesmo dentro dos túneis do metrô existe muito dinheiro investido, claramente visível, e muito diferente dos outros metrôs do mundo. Saindo do metrô, a mesma coisa: prédios imensos, novos com arquitetura de velhos, brilhantes, letreiros luminosos, a cidade limpa, impecável, jornais grátis nas esquinas, carrões em toda parte. Não dá mesmo pra evitar, o dinheiro está em toda a parte. Sensação assim eu só tinha sentido na Suíça, que creio ser o único país com uma concentração de dinheiro investido tão grande.
Economicamente, no entanto, a Suíça não possui o capitalismo tão evidente quanto os EUA. Falarei portanto dessa máquina que, tão eficientemente, produz mais e mais daquilo sobre que discorri no parágrafo anterior. Comprar nunca foi tão fácil: lojas, marcas, restaurantes, shoppings ou qualquer outra coisa em que seja possível gastar dinheiro estão em todos os lugares. Dou o exemplo do aeroporto, que foi onde tive essa primeira impressão. Apesar de ter visivelmente uma concentração de dinheiro enorme, como disse anteriormente, tão grande quanto nos países mais ricos, esse aeroporto possui uma peculiaridade: compra-se de tudo, e com uma facilidade absurdamente grande. Restaurantes, fast-foods, máquinas de refrigerante, bancas, telefones públicos, internet, lojas de souvenirs, e qualquer outra coisa comprável está lá. Em outros aeroportos também, mas nunca com uma concentração tão grande! Na cidade então, a situação é ainda mais acentuada. Nem mesmo as universidades escapam, já que é possível encontrar praças de alimentação, lojas de conveniência, bancos e livrarias dentro do próprio campus. No país onde comprar é um estilo de vida, é difícil ver seus dólares acomodados na carteira por muito tempo.
No âmbito cultural, Hollywood mostra com muito mais eficiência que o meu blog como são os americanos. Excessão feita, é claro, para o peso médio do americano retratado nos filmes, que deve ser pelo menos uns 20kg menor que a média real da população. Também, não poderia ser diferente, com uma comida formada basicamente por gordura. Se quer um restaurante, basta andar alguns passos: Um McDonald’s ali, um Burger King lá, Dunking Donut’s acolá, KFC na esquina, Wendy’s no outro quarteirão, Pizza Hut do lado, Starbucks atrás. Se procurar bem até encontra um restaurante de verdade, mas ao olhar o cardápio, vê-se logo Pizza, Sandwich, Hamburguers, Sodas, etc. Correção: restaurantes chineses estão em toda parte, e, eventualmente, encontra-se também um restaurante internacional. Mas que são excessão, isso não há dúvidas. Com ovos mexidos e bacon de café da manhã, frango frito no almoço, uma pizza e um hamburguer à noite e café e refrigerante o dia todo, é de se esperar que o peso médio do americano tenha mais de dois dígitos.
De resto, basta alugar um filme na Blockbuster para viajar aos EUA: as mesmas conversas fúteis dos filmes de adolescentes, os mesmos relacionamentos das comédias românticas, o humor de Friends, e o lifestyle dos Simpsons.
Mas não sejamos injustos. Não se pode reduzir o país-modelo do mundo às poucas e duras linhas acima. Nesse país de cinema há também características invejáveis, que o colocam anos-luz à frente do Brasil e de muitos outros países em condições similares. Estou falando do sistema de saúde invejável, com os melhores médicos e hospitais do mundo, da melhor e mais preparada polícia e Forças Armadas, da maior produção tecnológica e científica, melhores esportistas, e, mais aplicável ao meu caso, das melhores universidades do mundo. E isso não se discute!
É claro! Também, né, se assim não fosse, cá não estaria eu novamente!!!
9 comentários:
"Estou falando do sistema de saúde invejável, com os melhores médicos e hospitais do mundo,"
Tem certeza? Já ouvi de muita gente o contrário... E já vi até um filme americano retratando como as companhias de Health Insurance daí enganam a populacao.
Também existe um documentário (a la "Supersize Me") sobre os problemas do sistema de saúde dos Estados Unidos, mas ainda nao o assisti. O filme se chama "Sicko"...
Até!
Bruno
http://bruno-wp.blogspot.com/
Pode até ser que isso aconteça, não duvido. Mas o que eu disse foi baseado também em fatos, e não na minha própria percepção das coisas.
Imagine por exemplo um paciente com problemas graves de saúde, que só poderia ser salvo da morte com a ajuda de médicos super-capacitados e em hospitais super-equipados, com investimento de milhões de dólares.
Duvido muito que um paciente nessas condições vá ser enviado para um hospital da América do Sul, da África, Ásia ou Oceania, e e até mesmo da Europa eu acho difícil.
Se esse paciente vai ser enviado para um hospital nos EUA, sob os cuidados de médicos americanos, isso certamente quer dizer alguma coisa.
Ou não?
Mas voce já viu algum paciente ser enviado pra hospital nos EUA? Eu só vi em filme americano.
História real de médico e hospital americano eu só ouvi uma: um amigo meu Israelense que morou pouco mais de um ano em nova York foi no hospital uma vez. Aí puseram na conta da Health Insurance dele um monte de exames que ele nao tinha feito... Ou seja, o medico estava pegando dinheiro da health insurance por servicos que nao havia prestado...
Também lembrei de um outro filme americano agora. Um em que uma crianca tem um problema grave que nao é coberto pelo seguro-saude da familia. Aí o pai invade o hospital armado e faz todo mundo de refen para operarem a crianca... Nao sei se é baseado em história real ou nao. Mas mesmo que seja fictício, já mostra alguma coisa sobre a sociedade nos EUA, nao?
Conforme voce mesmo disse, o dinheiro vem antes. Entao entope o povo de fast-food e ganha dinheiro com isso; depois ganha dinheiro concertando os problemas de saude causados pela fast food; ganha dinheiro vendendo seguro-saude que nao cobre nada; e finalmente ganha dinheiro cobrando pelos servicos que nao eram cobertos; e ganha dinheiro cobrando por servicos que nao foram feitos; ganha dinheiro inventando doencas e vendendo remedios pra essas doencas; e assim por diante...
E os EUA sao um país bem grande... Nao dá pra generalizar...
oi meu nome e shyssa e moro no brasil.
eu gosto muito dos estados unidos esta paixao de sempre querer morar ai
foi desde os 15 anos [hoje tenho 19]
eu gostaria de saber se ai ou em outros estados tem alguma escola publica que ensine cursos de tecnica em salao.. ou de ser professora de alguma coisas ou de recepcionista de alguma loja brasileira.
Por favor se tiver alguma noticia favor esta me comunicando para eu ter ideia de quanto recebe por mes e... ou EMAIL do local para eu estar entrando em contato.
OBRIGADA E TENHA UMA BOA TARDE DE DOMINGO
Acabei de assistir o filme "Sicko"... É impressionante. Vale a pena assistir e se prevenir contra os seguros-saúde daí...
Que eu saiba, os EUA tambem tem o maior carbon footprint per capita do mundo...
Sem falar que o carbon footprint da China é, em grande parte, pra produzir muito do que é consumido nos EUA...
Aiai... hehe
"De resto, basta alugar um filme na Blockbuster para viajar aos EUA: as mesmas conversas fúteis dos filmes de adolescentes, os mesmos relacionamentos das comédias românticas, o humor de Friends, e o lifestyle dos Simpsons."
E é um post bem movimentado... :D
Aiai... hehe
"De resto, basta alugar um filme na Blockbuster para viajar aos EUA: as mesmas conversas fúteis dos filmes de adolescentes, os mesmos relacionamentos das comédias românticas, o humor de Friends, e o lifestyle dos Simpsons."
E é um post bem movimentado... :D
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