sexta-feira, 16 de maio de 2008

As despedidas...

     Uma das coisas que me manteu extremamente ocupado durante as duas últimas semanas na Suíça foram as despedidas. Embora tenha sido ruim ter perdido quase todas as noites nas quais eu precisava fazer um milhão de coisas, foi simplesmente fantástico sentir que, apesar de tão pouco tempo, pude fazer muitos (e muito muito bons!) amigos na Suíça.

     E lá se foram então quase todas as minhas noites. Digo quase todas porque resolvi que não faria um encontro só com todo mundo. Desse jeito seria muito superficial, e eu não falaria muito direito com ninguém. Então, já que já havia recebido trocentos milhões de convites, resolvi aceitar todos, ocupando noite a noite.

     Para não me prolongar muito nessa etapa - que poderia render um post para cada encontro - vou fazer o post em forma de tópicos, contando resumidamente de cada um que eu aqui conheci, convivi, me tornei amigo, e, finalmente, me despedi. Aos que estiverem lendo esse post e não entenderem nada, boiando sem conhecer ninguém, PACIÊNCIA. Esse é o típico post que eu escrevo só pra mim mesmo, pra mais ninguém. Pra quando, já de volta ao Brasil, eu reler e lembrar de todo mundo que se tornou importante pra mim!

     Então, pra começar, passei uma noite muito massa com dois caras super legais, da Aiesec. Foram o Marcel e o Stephan. Dois sujeitos típicos suíços: sérios, mas meio desajeitados quando querem se divertir. Os dois são bem caladões, mas, apesar disso, foi bem rápido nós termos nos tornado amigos, já que, por sermos só dois trainees num comitê de mais de 40 membros, eu tive mais de 5 buddies (pessoas da aiesec que são responsáveis pelo bem-estar dos trainees), sendo que os dois estavam na lista. Durante meus 6 meses, saímos várias vezes para tomar uma cervejinha e jogar conversa fora. Então a noite, como não poderia deixar de ser, foi só uma cerveja num bar mesmo, terminando com uma baladinha-furada-de-quarta-feira-a-noite-em-cidade-pequena, que obviamente, foi idéia sem sentido.

     No dia seguinte fomos nós três novamente (eu, Marcel e Stephan) jantar na casa de duas amigas deles, que, a propósito, também acabaram se tornando muito amigas minhas durante esses 6 meses. A Daria e a Bettina são também Suíças, mas já um pouco mais da farra. Até chegaram a participar da aiesec, mas saíram rapidinho, porque não estão afim de botar a mão na massa agora mesmo. Então nos encontramos logo após o meu trabalho e comemos uma mini-mini-pizza, que descobri ser algo bem típico daqui também. É basicamente um pão pequenininho no qual vc coloca os ingredientes que vc quiser, taca queijo e molho vermelho, e coloca num forninho pra derreter o queijo. A parte engraçada é que cada uma dessas não dá pra nada, então vc tá sempre preparando a próxima pizza enquando esquenta a atual. Resultado: comida boa, vinho bom, galera boa, papo bom.

     Na outra semana, já comecei com outro jantar. Esse outro foi com a Monique e a Angelika - esta primeira uma jogadora profissional de hóquei no gelo, e a segunda a suíça mais maluca que já vi na minha vida. A Monique eu conheci ainda nas minhas primeiras semanas na Suíça, quando alguns amigos (outros buddies) da aiesec me convidaram para ir a um jogo profissional de hóquei, e lá estava ela. Como eles eram amigos, me apresentaram ela e acabamos ficando amigos. Nessa mesma noite, saímos para um bar depois do jogo (para comemorar a vitória), onde conheci a Angelika, amiga da Monique. E a Angelika era aquela suíça doidinha, faladora (gritadora), sorridente, estabanada... E, fui descobrir depois, havia aprendido a ser assim justamente onde vocês podem imaginar: no Brasil. Através de um intercâmbio do Rotary ela viveu um ano no Brasil, onde aprendeu a ser feliz! Então nessa noite comemos comida típica (não suíça, mas mexicana): Tortillas. Muito bom, por sinal... A comida e a companhia!

     Dia seguinte, jantar com um dos maiores amigos que eu fiz aqui: Simon. Sujeito interessante, 27 anos e ainda tá no meio da graduação. Super inteligente, entretanto. É DJ, já mexeu com cinema, e agora estuda psicologia, onde está trabalhando com uma iniciação científica que estuda meios de turbinar sua felicidade (sem uso de drogas, obviamente). Além de amigo meu, o Simon é também super amigo de dois outros estrangeiros: o Carlos (venezuelano, ex-intercambista da aiesec) e Jeroen (holandês, intercambista da aiesec também). Então fomos juntos nós três para comer Racklete na casa dele, um prato típico suíço (sim, dessa vez é suíço mesmo). Imagina uma fatia de queijo suíço de 8x8x1cm, onde vc joga cebola, tomate e outros temperos em cima e coloca no forninho pra derreter. Tira quando já tiver derretendo e, obviamente, como o prato é suíço, joga no prato e come com batata. Quejo com batata, a cara da Suíça.

     Ainda teve uma noite, na quinta-feira antes de ir embora, quando rolou outro jantar. Dessa vez na casa da Ozge, uma turca estudando na universidade de Berna. Desse jantar participaram também a Aline, aieseca, e o Christian, o Daniel e a Katya - esses três últimos, sem dúvida os melhores amigos que eu fiz. O Christian foi o cara que me convidou para ir no carnaval em Lucerna sem nem me conhecer, mas que acabou se tornando grande amigo meu. Ex-LCP da Aiesec em Berna, me apresentou o ex-VPX, que trabalhou na aiesec no ano dele. Esse era o Daniel, que, pouco depois fui descobrir, é exatamente o cara que me ajudou a conseguir a minha vaga na UPS, e me ajudou com tudo que eu precisei (antes do novo VPX assumir e avacalhar tudo com o meu visto). Nos tornamos grandes amigos! E a sua namorada, Katya (ou Kateryna), é uma ucraniana super gente-fina que tá passando um tempo na Suíça aprendendo alemão. Então juntamos nesse jantar a melhor galera e a melhor comida: Racklete denovo! Num é que o trem é bão mesmo?!?! E logo após comer e beber muito, ainda fomos a uma festa do Erasmus, onde só entram estudantes... Festinha mto boa!

     Além desses grandes amigos a encontrar quase todas as noites, ainda aproveitei o dia de sexta-feirapara almoçar com alguns dos meus amigos de trabalho. Na ocasião, reunimos todos os ex-intercambistas da aiesec (atualmente trabalhando full-time para a empresa) e os atuais (somente dois). Fomos então eu (brasileiro), a Krisztina (romena), o Carlos (venezuelano), Kateryna (ucraniana) e a Jana (eslovaca), que é a única outra atual intercambista da aiesec trabalhando na UPS. Comemos comida chinesa e conversamos sobre planos para a vida. Hehehe, afinal de contas, tem hora pra tudo, né?

     E foi assim que eu passei minhas últimas semanas na Suíça. No meio de tanto visto pra tirar, cancelamento de contrato de internet, devolução de equipamento de tv , problemas nos bancos do Brasil e da Suíça, e tantas outras coisas, ainda ocupei todas as minhas noites com as despedidas. Também não poderia deixar de ser, né?

     Bom, pelo menos agora eu já me sinto um pouco menos culpado por ter ficado tanto tempo sem postar! Aposto que agora vocês me entendem! =D

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